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Penso, logo duvido.

Calinadas da semana VI – Encômio a SPP

Encômio a SPP

Charles Darwin.

Segundo meu neto, a soma de presidente simplório e assessoria de m.. dá nisso. Perdeu-se uma oportunidade de ouro de explicar ao mundo o quanto o Brasil está disposto a retomar o crescimento econômico. Seis minutos e meio em um discurso que poderia ser três vezes maior. Ficaria com mais tempo do que Lula (17 m) e menos do que Dilma (33 m).

O placar entre os ministros corruptos de Dilma e de Bolsonaro é de 1 a dez para este. E o de Bolsonaro é corrupto confesso, e pede desculpas. Firmino, o vendedor de pamonha, me chamou a atenção. “Professor, esta é uma novidade na política brasileira. Em geral a malta diz que não sabe de nada, que o sítio não é dele, que não sabia que a mala tinha dinheiro. Aliás, o conselho de Lula para João de Deus é significativo: “Diz ao pessoal que o pinto não era teu, mas da entidade”.

Renato Janine, filósofo conceituado, ex-ministro da educação de Dilma, declarou na FSP que o País está à beira do precipício, na porta da entropia. Meu vizinho da direita não perdoou. “Na porta do inferno estávamos com Dilma, que levou o país a um desemprego sem igual, com um crescimento negativo, inflação em dois dígitos, taxa de juros elevada e balança comercial no buraco. E mais, o feminicídio só cresceu, assim como a violência urbana e o crime organizado. E de quebra, nenhuma terra indígena foi demarcada. E não estou falando da falcatrua de bilhões na Petrobrás, que começou com seu inventor”. O homem é informado, e tem memória. Valha-me Deus!

A grande revelação até agora no governo Bolsonaro não é a atriz Damares, são os militares, quase um terço do ministério (7 sobre 22). Deve-se a eles o enterro de algumas besteiras que o despreparado presidente prometeu fazer. Bolsonaro prometeu uma base americana em terra pátria, os militares o convenceram da calinada. O capitão declarou-se contrário à venda da Embraer à Boeing. Imagine, os militares, tidos como ultranacionalistas, lhe mostraram que seria uma parvoíce não validar o negócio. Meu vizinho da direita só sorri. E acrescenta: “Além do mais, são bem preparados, menos corruptos e patriotas”. Isso lembra a Rita Lee, colocaram a esquerda de ponta cabeça.

Tenório, o velho candango da vila, filósofo popular, tem dito aos quatro ventos que o Brasil agora é um país desenvolvido. A prova? A direita no poder. O raciocínio dele é simples: “Os países desenvolvidos têm partidos e políticos de direita, que se apresentam, com orgulho, como tal. Nos países subdesenvolvidos, todos os partidos e políticos são de esquerda, extrema esquerda ou centro-esquerda. No máximo, de centro, mas não tem ninguém de direita. Os políticos têm vergonha de se confessarem como de direita”. Será?

A fofoca no boteco da vila é o namoro entre dois dos dirigentes (casados) do PT. Tem militante do PT muito incomodado com o provável “escândalo”. Maria, a costureira da vila, não perdoa: “Escândalo, porque? O pessoal não é moderno não? Novos costumes é só da boca pra fora, é”?

A aposta na vila é quantas vezes o Bolsonaro vai recuar das afirmações propaladas aos quatro ventos. Já foram seis. A última foi a saída do Acordo de Paris. Voltou atrás “again”.

Djair, o feirante da vila, está revoltado. Bolsonaro acabou com a secretaria que cuidava do clima e do desmatamento no Ministério do Meio Ambiente. E um maluco da Embrapa inventa de fazer conferências pelo mundo, dizendo que temos terras protegidas em demasia e nas mãos dos índios e quilombolas. Nos cálculos estranhos do Evaristo Miranda, elas correspondem a quase metade do País. O boçal utiliza dados de papel que não condizem com a realidade, dizem os especialistas. E Djair não perdoa: “O maluco esquece que as áreas protegidas na Amazônia são as responsáveis pelas chuvas que recaem sobre o Cerrado”. Diga-se de passagem, o paraíso do agronegócio.

O Partido Comunista da China convidou parlamentares eleitos do PSL, partido do Bolsonaro, para conhecer a China, com tudo pago pelos chineses. Os parlamentares, que adoram uma viagem internacional, toparam na hora. O açougueiro da filosofia, grosseiro como ele só, chamou-os de idiotas e semianalfabetos, maus brasileiros. Uma parlamentar não levou desaforo para casa e respondeu na lata: “Eu moro no Brasil e defendo meu país. Mau brasileiro é quem não tem coragem de morar aqui”. Olavo de Carvalho, que mora há mais de década nos Estados Unidos, parece que não gostou.

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