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Penso, logo duvido.

Raízes de um desterrado – Fernando Dourado

Fernando Dourado

Estação Ferroviária da "Gret Western" em Garanhuns - 1910.

Estação Ferroviária da “Gret Western” em Garanhuns – 1910.

 

Tão longe quanto a memória pode me levar, vou lembrar sempre do quanto meu pai insistia em que tínhamos que amar Garanhuns sobre todas as cidades do mundo. Mais até do que Paris, se a tanto as circunstâncias nos obrigassem. Assim sendo, por menos que lá tenha vivido e por muito que estivesse entregue aos encantos do Recife dos anos 60 e 70 – um lugar iluminado -, sob nenhuma hipótese poderia esquecer que fora naquele ponto do Agreste Meridional que tinha vindo ao mundo. E, antes de mim, meus pais, avós, tios, tias e a maioria dos primos. Lá, pensava eu, não gozávamos do indulto do anonimato. Mas tínhamos como compensação o respeito das pessoas e o carinho daquela gente que falava cantando, alteando a voz no final das frases.

Como se tamanho engajamento não fosse o bastante, se impunha louvar a cidade não somente sob os aspectos mais aclamados – a qualidade do ar e da água; a beleza das flores e do hotel famoso, conhecido em todo o estado pelo nome de Sanatório – como também sob outros menos visíveis. Era o caso de venerar alguns dos grandes homens que lá tinham vivido. Sobretudo lideranças políticas de viés de estadistas, algumas delas ligadas a nós por laços de sangue. Para mim, valia até um episódio que entrou para a História pela truculência. Foi o caso do padre que matou o bispo. Quantas cidades podiam se jactar de ter incomodado Roma a ponto de o próprio Papa decretar a excomunhão do prelado ensandecido? Falava-se de um único precedente na história da igreja.

Mas não ficava aqui nosso cartel de glórias duvidosas. Isso porque tivéramos um simulacro de guerra civil em estilo bem próprio. Afinal, o que foi a chamada Hecatombe, senão isto? Não obstante as aberrações da fatalidade que a mente juvenil consagrava, as lembranças que me assaltam hoje são mais amenas. Quando me debruço sobre esse passado, me vêm à mente as passagens da infância e adolescência. Alguns protagonistas desse período permanecem vivos, mas a maioria já se foi – o que me dá liberdade para evocá-los. Muitos deles posso ter visto apenas umas poucas vezes. Mas de tanto ouvir meus pais e tios comentarem a respeito, eis que foram se incorporando a um acervo bem entesourado e policrômico.

 

 

*

 

 

Se a experiência me ajudou a esquecer de imediato a última escala, devo confessar que nem sempre foi assim. Quando mamãe anunciava uma viagem a Garanhuns, eis que as rotinas do Recife pareciam insubstituíveis. O que iríamos fazer no interior se era na capital que tínhamos amigos, escola e referenciais de toda ordem? Se o pretexto era ver a família, por que não vinham eles ao Recife para tomar banhos de mar, provar um sorvete decente e nos acompanhar nas matinês do cinema São Luiz? Por que éramos nós sempre que íamos para o sacrifício? É claro que essas perguntas eram para consumo próprio e jamais ousei formulá-las a meu pai. Mesmo porque traíam o vício da insinceridade, do muxoxo gratuito e do comodismo.

 

Dessa forma, todas as resistências se evaporavam quando chegávamos à altura de Vitória de Santo Antão, tangenciando a fábrica da Pitu. De olho na paisagem, convinha fingir certo desprezo por Gravatá, cidade cortada pela estrada e que começava a querer rivalizar com a nossa no que mais tarde seria conhecido como o Circuito do Frio. Tal aspiração nos parecia forçada e petulante. Que ficasse com seus chalés triangulados à espera da neve. Caruaru impunha respeito. Mas eu só a olhava de esguelha, à direita do pontilhão que cruzava a pista. Invariavelmente, meus pais diziam que era uma cidade de comerciantes, uma forma afetada de enaltecer a nossa, cada dia mais provinciana quando comparada com a rival próspera, robusta e próxima da capital.

 

O ponto alto desse trecho era a chegada a São Caetano onde pontificava o posto da Polícia Rodoviária. Ali meu pai desacelerava e dizia ao guarda nosso destino. Este – para não variar, usava óculos escuros e tinha uma enorme barriga dependurada sobre as calças amarfanhadas, como se fora um traço da categoria profissional – frequentemente batia continência e desejava boa viagem. No mesmo balão onde embicávamos para a esquerda, parávamos para comprar uma arribaçã assada cujos ossos eu roeria até o destino. Era o trecho final da estrada. Ao cruzar Neves, papai se referia a uma tia que lá morara, dada a tomar aguardente e surrar o marido delegado. Em Lajedo, diziam que tínhamos parentes, mas era Jupi que assinalava que chegávamos de fato ao destino.

 

 

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Se Garanhuns estivesse despida do tradicional manto de garoa, muitos quilômetros antes da chegada já divisávamos o prédio do hotel Monte Sinai, na parte alta do que lá era conhecido como o Arraial ou Heliópolis – no anúncio das lotações. “Lá está meu Garanhunsinho”, dizia papai no mesmo ponto da estrada. Se bem-humorado, entoava uma ária de Augusto Calheiros ou recitava um poema que começava assim: “Garanhuns, terra de meus avós, Onde as manhãs são frias…” Excitados com a chegada, perguntávamos a mamãe quanto tempo faltava. Isso porque a região não era plana e, de repente, parece que o hotel de referência sumia. Será que erraríamos a entrada e iríamos bater naquele caminho empoeirado que levava a Paulo Afonso e Palmeira dos Índios?

 

Não, a rota estava certa. Isso porque logo ele reaparecia majestoso e víamos à esquerda o quartel, por nós conhecido como o 71 – por ser o septuagésimo-primeiro Batalhão de Infantaria, o que quer que isso significasse nas casernas. Mais à direita, assomava o posto Kennedy e, sentindo os paralelepípedos vibrarem sob os pneus da Rural, víamos a rádio à esquerda e a AGA, logo à direita. O mais comum era que chegássemos quase à hora do almoço e que já fossemos direto para a casa de tio Vilberto onde nos esperava a fava mais deliciosa do mundo. Mas, se chegássemos à tarde, era provável que passássemos já na entrada pela casa de tio Pipe, logo atrás do busto de meu avô que fora prefeito. A escala se prestava a uma atualização rápida e uma vênia ao patriarca.

 

Irmão mais velho de papai, agasalhado numa malha puída, ele nos recebia sentado e a tosse do enfisema acusava os cem cigarros Carlton que fumava diariamente. Invariável também era o chão atapetado de revistas e livros. Ao lado da poltrona, a escarradeira. No ombro, não raro descansava o papagaio que tinha o triplo de minha idade e lá se ia tia Bubu coar café que logo seria servido numa imensa bandeja. A do marido era a xícara maior e vinha acompanhada por um copo de leite de magnésia já diluído. Isso porque ele tinha uma úlcera. Abrir mão do prazer, contudo, estava fora de questão. À tarde, tomava um copo de água quente e ia ao quintal vomitar nicotina, alegava. “Como vai aquele inferno?”, perguntava sobre o Recife mal entrávamos, a título de introdução.

 

 

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Tio Pipe se chamava José Maria Dourado. Não sei bem a origem do apelido, mas parece que foi tia Zezé – de educação francesa – que o cunhou. Talvez porque ele tenha fumado cachimbo em dada época. Tido como usurpador da herança do pai – papel inelutável do primogênito -, ele viveu segundo regras que se fixou desde rapaz. Formado em direito por vontade alheia, jogou os livros e o diploma no Capibaribe depois da colação de grau e foi para Garanhuns construir casas a um ritmo alucinante. Mudava de ares passando dois meses no Jorro, Bahia. “Aquilo é que é lugar”. Mais tarde, se encantou por São José da Coroa Grande. A cioba de tia Bubu era lendária e o pescador confidente passava o dia ao pé da varanda. “É um sábio”, dizia como Hemingway de Gregório.

 

A úlcera levou-o um dia a uma cirurgia na capital, mas se evadiu de roupão, expondo as partes pudendas em plena Conde da Boa Vista, à procura de um carro de praça. Quando com raiva, atirava nos pés dos pedreiros. Apesar do narigão vermelho, da moto Harley-Davidson e do autoritarismo, adorava pessoas inteligentes e que não o temessem. Janete Costa, sobrinha de tia Bubu; Estherzinha, a prima casada com Adelmar da Costa Carvalho e mamãe, formavam o trio eleito. Já tia Bubu tinha facetas surpreendentes. Quando faltava ao tio o nome de algum político, ela consertava lá de dentro o lapso de memória: “Alexei Kosygin”, berrava – para espanto das visitas. Só usava sapato Conga para não incomodá-lo com o barulho do salto e foi feliz.

 

Dizem que as doenças venéreas contraídas nos lupanares o impossibilitaram de ter filho, mas foi ela que assumiu a culpa. Destemido e desbocado, tinha marcada aversão a impostos, como todo homem independente. Diagnosticado com um câncer de pulmão, ignorou os tratamentos e voltou para Garanhuns onde morreu numa casinha de vila. Por via das dúvidas, sendo a esposa a autêntica mulher do lar – odalisca solitária de um sultão combalido -, comprou caixão antecipadamente e colocou-o na sala de visitas para ir se acostumando à nova morada e para que não ludibriassem a viúva. As visitas se assustavam. Diferente do que foi em vida, morreu mais querido do que temido. Mesmo assim, jamais desgrudou do revólver, o que não era incomum na época e na região.

 

*

 

 

A caminho do centro, era inevitável passar diante da casa de tio Ivan, na praça Souto Filho. Para mim, ela sempre mexeu com sentimentos atávicos mesmo porque foi lá que vim ao mundo pelas mãos de Dr. Otoniel – como não cansavam de me lembrar. Três anos depois, na assim chamada rua do Recife, nasceu meu irmão, num dia quente de fevereiro em que a casa de meu avô cheirava a hospital. Foi tia Dulce quem o trouxe para que eu o visse e fiquei perplexo com o tom arroxeado da pele de um bebê nascido há minutos. Dei a entender que esperava mais do tal irmão e fui repreendido por externar ciúmes mal camuflados. “Onde já se viu, seu cabra? Ele é seu irmãozinho e você vai gostar dele sim”. Diferenças à parte, nunca um desafio me foi tão fácil.

 

Mandava o ritual de chegada que déssemos duas voltas pelo centro, na avenida Santo Antônio. Meu pai podia eventualmente parar para saudar um transeunte e era comum que conversasse com mamãe sobre alguém que remontasse aos tempos de juventude. Sendo ele de 1927 e ela de 1932, foi sintomático que tenham começado a namorar em 5 de agosto de 1945 – enquanto Hiroshima ardia num inferno. O fim da guerra assinalou, na verdade, a eclosão de outro conflito – este entre eles -, fadado a se arrastar por mais de meio século. Assim sendo, ambos se debateram em torno do equívoco clássico: o homem acha que a mulher não vai mudar nunca. E ela muda. Já ela acredita que conseguirá moldá-lo. Nem a morte dele em 2000 apagou a brasa do mal-entendido banal.

 

Tio Vilberto morava a caminho da Boa Vista, na Júlio de Melo, rua da escola D. Expedito Lopes, de propriedade da irmã Valdecir. Casado com tia Lígia, era um homem devotado ao trabalho e à família. Crescido na vizinha Lagoa do Ouro, acolhia com bonomia as excentricidades de papai que abusava a mais não poder da hospitalidade que ele nos proporcionava. Isso porque se atrasava para o almoço em dias de comércio efervescente e, mesmo assim, chegava não raro com um convidado. A essa altura, tanto meu irmão quanto eu já estávamos relaxados por saber que a presença de tantos adultos por certo faria nossos pais moderarem nos juízos radicais e nas condutas mutuamente provocadoras. Recife virava uma abstração distante e éramos felizes. Estávamos no paraíso.

 

*

 

Depois de um dia de passeios de bicicleta, carrinhos de madeira movidos a rolimãs e eventuais banhos de chuva, era de se esperar que logo tivéssemos joelhos ralados, cotovelos em carne viva, cortes na sola dos pés, espinhos nos dedos e queimaduras. Ademais de estados febris e amidalite. Nada, contudo, que seu Amaro não resolvesse. Dono de “A seringa”, todo final de tarde esse enfermeiro mulato e calvo, de andar rápido e humor superlativo, passava para trocar curativos, rir com nossas aventuras e, assim como chegava, já se despedia levando a malinha onde carregava algodões, mercúrio, injeções, gaze, esparadrapo, uma tesoura e pomadas. “Meninos, meninos. Só não me vão cair de uma árvore”, era como fixava a fronteira da ciência paliativa que abraçara.

 

Quando íamos à feira, diante do correio, eu me comprazia em observar um senhor cujas pernas tinham sido cortadas pelas rodas do trem. Nos tocos que lhe restaram, levava um calçado de couro redondo, moldado para o passeio. Sempre de quepe, roupa cáqui, óculos de grau e bengala, não parecia se ressentir da tragédia. No bar de Mirabeau, papai conversava com o mecânico João Renault, cujo filho cursava engenharia no Recife. Quando menos se esperava, eis que aparecia lá fora Bode Cheiroso, bêbado lendário cujos grandes olhos injetados ardiam sob o cabelo afogueado e avesso à água. Em andrajos, berrava sandices, estacava no meio da rua, divertindo uns e apavorando mulheres e crianças. Sempre havia alguém para lhe pagar uma lapada de cortesia.

 

As reações às figuras da rua mudavam quando assomava de uma esquina uma dupla de homossexuais cujos meneios a tornava caricata. Rosinha usava calça boca de sino de cores aberrantes. Matéria Plástica era mais contido. Ambos ignoravam os apupos. Tentando desviar nossa atenção de ébrios e pederastas, mamãe falava de seu Matos que usava suéter sob o calor e saía em mangas de camisa no frio. Quando papai dizia que só homossexuais dançavam sem estar embriagados, ela rebatia com o exemplo de um certo seu Colimério que tinha filhos, era pé de valsa e só tomava guaraná. Na feira, encontrávamos Dadai. Ex-escrava, era madrinha de meu irmão. De beiços caídos, usava argolas nos pulsos e exalava bondade. “Foi ela que me criou”, papai repetia meditativo.

 

*

 

Não obstante os familiares e os primos mais velhos, certo é que eu gostava mesmo de passear a pé. Caminhava longas horas desde o Pirulito da Boa Vista até o Monte Sinai, fazendo aqui e acolá uma pausa no Sanatório, num banco de praça em frente ao Colunata, na padaria Royal ou na alameda arborizada do colégio Quinze de Novembro, onde remanesciam famílias americanas. Quando cansado, subia numa lotação e só aparecia em casa para fazer as refeições e dizer que estava vivo. Em seguida, voltava a sair. Ia muito à livraria de seu Manuel Gouveia e trocava livros já lidos por exemplares novos. Ele os examinava e me olhava de soslaio: “Mas já deu tempo de ler “O conde de Monte Cristo”? Muito bem. Acho que você puxou à sua tia Alice”.

 

No fim da tarde, encontrava mamãe na Joia Magazine, o brinco de loja que meu tio montara com esmero. Ali provava roupas novas e, na calçada adjacente, onde paravam os ônibus do Recife, transitavam conhecidos que me beliscavam a bochecha, falando de ancestrais que eu não conhecera. “Vai ser alto como o avô”, diziam. Na sequência, íamos à sapataria onde me fascinava ver as caixas de chapéus Prado empilhadas sobre as prateleiras inalcançáveis. Ver a barriga do dono – amigo de vovô – e o cinturão que lhe passava a centímetros do queixo era hilário. Um dia teria uma daquela. À noite, íamos ao cinema Jardim ou ao Veneza. O Eldorado, só de carro. Ao final, o destino era a rua São Francisco, onde funcionava o meretrício – salvo na sexta-feira santa.

 

É claro que tudo mudava quando se tratava do Natal. A avenida Santo Antônio ficava tomada de brinquedos, roletas e bingos. Enjoava com as barcas de corda e com o carrossel de cavalos fixos e bancos estáticos. Movido à força manual de homens cheirando a suor, a função era entretida por um trio de zabumba, sanfona e triângulo que só agravava a náusea. Muitos desciam para vomitar. Tudo melhorou quando tomei a primeira cerveja. De súbito valente, urinei com um primo na porta da loja de seu Minervino com as mãos na cintura, como faziam nossos pais. Vez por outra cruzávamos com João do Ovo e o Mudo, com quem outro primo falava com gestos tão convincentes que parecia se sentir mais à vontade com a língua de grunhidos e mãos do que com o verbo.

 

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O tempo foi soterrando algumas lembranças, mas ainda restam muitas. Como esquecer, por exemplo, Dona Fernanda, a professora de piano portuguesa que mais parecia levar o mundo nas cadeiras? Ou aquele senhor bonito, mas estranho, que abria o desfile de ex-alunos do Diocesano com passo determinado, botas de cano alto, uniforme azul-escuro e mais medalhas no peito do que um oficial russo? Papai o chamava de Rommel – uma homenagem à Raposa do Deserto – e, quando o via, o saudava militarmente, no que era reciprocado com inusitada seriedade. “Bata continência para o marechal”, me sugeria. Era uma forma de me fazer participar da brincadeira. Mas era também um desafio à timidez lendária que logo esvaneceria em Paris, aos quinze anos.

 

As viagens para lá foram ficando escassas. Ainda cedo, acompanhei o pensamento de mamãe em suas linhas mestras. A cidade estava sendo tomada por forasteiros. As lideranças políticas eram manietadas por interesses do Recife. As negrinhas do Castainho já não vinham muito à feira vender fava e ervilha debulhada. Até o clima parecia que vinha mudando. Morriam as últimas freiras do Santa Sofia que conhecera – onde sua mãe, logo minha avó, fora laureada da primeira turma de professores – e os vestígios do passado se evaporavam. Ademais, muitas das velhas famílias tinham se mudado para o Recife por conta da educação dos filhos. Sempre haveria o parque, as praças e, mais tarde, até festivais. Mas o tempo soterrara nosso legado que vinha do século XIX.

 

Certo dia, premido pelas delícias do Recife – cidade dos pecados anônimos e do bulício das ruas congestionadas pelos ônibus elétricos cor laranja – devo ter saído de Garanhuns sem olhar para trás, indiferente à silhueta do Monte Sinai. Na altura de Cachoeirinha, o pensamento já estava na rotina da capital onde pontificavam passeios ao porto, incursões aos sobrados da rua Vigário Tenório, tardes de domingo no aeroporto e o silêncio da biblioteca da Faculdade de Direito, onde gostava de ir ler quando gazeava aula. Era lá que estava no dia em que um burburinho veio da rua e as pessoas começaram a correr como desesperadas. Desci curioso e uma mulher, em plena Riachuelo, me aconselhou a correr porque Tapacurá tinha estourado. Mas essa já é outra história.

 

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