
Bandeira em chamas
A família Bolsonaro e os bolsonaristas fanáticos que ainda apoiam suas manobras que agridem as instituições brasileiras e prejudicam a economia do Brasil estão, literalmente, queimando as bandeiras brasileiras que viviam ostentando nas ruas, nos carros e nas residências. Acabou a farsa, eles não podem mais se apresentar como patriotas, quando apoiam o presidente Donald Trump no desrespeito à soberania nacional, quando se articulam para fomentar os ataques trumpistas, o uso de uma descabida chantagem tarifária para interferir no sistema judiciário brasileiro que processa o golpista Jair Bolsonaro, a aplicação de sanções desmedidas sobre um juiz da suprema corte de justiça, e o empenho para desestruturar a economia nacional. A família Bolsonaro e seus acólitos queimaram a bandeira brasileira e rasgaram a sua fantasia. São aliados de um outro país, que pretende subordinar o Brasil aos seus interesses hegemônicos.
Trump deve achar que o Brasil é o quintal dos Estados Unidos. A tal ponto que ele expressa, na Ordem Executiva editada esta semana, que as elevadas taxas alfandegárias visam “lidar com políticas, práticas e ações recentes do Governo Brasileiro que constituem uma ameaça incomum e extraordinária à segurança nacional, à política externa e à economia dos Estados Unidos”. Parece ridículo, mas demonstra a incapacidade de Trump para reconhecer a independência do Brasil, a revolta com a ousadia brasileira de regular as plataformas digitais e de realizar inovações no sistema financeiro que atropelam o predomínio dos cartões de crédito nos meios de pagamento, a diversificação e ampliação dos acordos comerciais do Brasil fora da alçada da Casa Branca. Os fanáticos bolsonaristas devem ter o mesmo desprezo pela soberania do Brasil, imaginando que Trump manda nas instituições e na política internacional do país, a ponto de violar o Estado Democrático de Direito.
O resultado desta interferência grosseira de Trump nas instituições e nas políticas internas do Brasil tem sido a desmoralização das narrativas falsas de Bolsonaro. E, ao mesmo tempo, a convergência das instâncias da República na defesa da soberania nacional e na rejeição das sanções contra o ministro Alexandre de Morais, do STF. Como resumiu o presidente Lula da Silva, o “Brasil é um país soberano e democrático, que respeita os direitos humanos e a independência entre os Poderes”.
Bom dia! Muito obrigada por compartilhar as informações a respeito de algo tão importante que estamos vivenciando como mação. Eu concordo com as questões de soberania do Brasil e das intervenções abusivas por parte dos EUA ao Brasil. No entendo, não consigo concordar com os posicionamentos do STF. Vocês não acham que em muitos momentos a postura do STF tb não agredi a nossa constituição? Como por exemplo, o fato da própria vítima ser o juíz a avaliar o caso, com um claro caso de conflito de interesse? Gostaria muito de ouvir a respeito.
As decisões do STF são, ao final, tomadas pelo colegiado, mesmo quando alguma medida é tomada monocraticamente, no primeiro momento. E no caso, o Ministro A. Morais já era o relator para o inquérito em curso, que passou a envolver acusações a ele. Não vejo conflito de interesse. É bom lembrar que, no plano jurídico, não há instância superior ao STF. Ele é soberano até para dizer o que é constitucional ou não.
Excelente editorial. Caiu a farsa.
Achei esse editorial ridículo. Colocam na família Bolsonaro um poder sobre o governo americano que eles não tem. Que o STF está rasgando nossa constituição ao criar inquéritos de fake Knews baseado em regimento interno do STF, prendendo pessoas sem provas e sem ser em flagrante, julgando e condenando pessoas sem foro e criando narrativas de golpe de Estado por vingança já mereceria a Lei Magnistky por abusar dos direitos humanos. No entanto se o redator fosse honesto intelectualmente teria lido a carta do Trump e veria que as sanções econômicas são baseadas em uma lei aplicada a países inimigos dos USA. O nosso governo aliado de ditadores, financiador da guerra da Ucrânia, se declara inimigo do ocidente e das democracias, sim as sanções são políticas. Talvez a perseguição as empresas americanas pesem mais do que a família Bolsonaro. Aliás, o que seria desse governo péssimo do Lula sem Bolsonaro? Um governo sem projeto, com corrupção até para roubar aposentados. Revista será, que vergonha.
Apesar do tom insultuoso do sr. Garcia, nessa diatribe contra o nosso editorial, disponho-me a contestar alguns tópicos:
O Regimento Interno do STF, segundo interpretação recente, à luz da realidade das redes sociais, permite investigações sobre possíveis delitos que o afetam.
A prisão preventiva de indiciados é prevista em lei.
A tentativa de golpe de Estado não é “narrativa”, é sancionada pela lei.
A lei Magnitsky só se aplica a crimes cometidos nos EUA,
A carta de Trump não fala na tal lei. Exige que Bolsonaro seja inocentado pela Justiça brasileira (???).
Perseguição às empresas americanas é delírio. O que há é regulamentação das redes sociais, que devem ser responsáveis pelo que publicam.
O “roubo aos aposentados” começou no governo Bolsonaro.
A honestidade intelectual do redator do editorial, bem como de todo o Conselho Editorial, não pode ser posta em dúvida.
Senhor Antônio Carlos Garcia, que vergonha!
Quem apoia um governo estrangeiro em ações contra o seu próprio país é “quinta-coluna”, é traidor da pátria. Mesmo que só apoie, e não seja o apoio determinante. Esse é o ponto essencial e é simples. Eu tenho horror a nacionalismos, que causaram e continuam causando muitas guerras. Mas não consigo achar correto um político brasileiro apoiar publicamente as ações de um governo estrangeiro contra o Brasil. Engraçado que os bolsonaristas não acompanharam o triste fim de Juan Guidó. Se proclamou Presidente, num momento em que o Parlamento foi dominado por oposição a Maduro, foi reconhecido internacionalmente por dezenas de governos, inclusive Estados Unidos e países europeus, e aí passou a correr mundo defendendo sanções contra a Venezuela. Cadê ele? A carreira política dele acabou. Não é possivel que os brasileiros possam aceitar um político que pede medidas de um outro governo que prejudicam seus compatriotas e a população de seu próprio país. Não quero meu país dirigido por marionetes.
Prefiro estar alinhado aos EUA do que ser vassalo sda ditadura chinesa..i
Um breve retoque, caro Hipólito:
No caso dos EUA, não se trata de alinhamento, mas de submissão. O presidente Trump quer interferir na nossa Justiça, com a ameaça das tarifas aberrantes.
Quanto à China, nosso maior parceiro comercial, não há vassalagem, os chineses não nos impõem nada. Eles têm lá o regime político deles, e nós temos o nosso. E nos respeitamos, mutuamente.
Texto excelente e importante. O bolsonarismo está sendo mesmo desmascarado.
Estamos vivendo , inversâo de valores ,por Bolsonaro e bolsonaristas que nunca foram brasileiros aqui nem e hem
nenhum lugar do planeta Terra.
Quando somos obrigados a conviver com Apatrídas em nossa soberania, Ecônomia e junto à nossos três Poderes , que são unilaterais,altônomos e independentes.
Somos não devverimos dividir espaço com,verdadeiros vermes,que torcem pelo fracasso do Brasil .Seja na Política ou em qualquer area de nossa República poder que emana do povo, CRFB/1988 ,Forma de governo que surgiu da palavra democracia e não palavra que significa dizer poder do inferno…….