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Penso, logo duvido.

Eu e ELES – Ecos de memória política – Clemente Rosas

No final de 1964 – mesmo inocentado pela Comissão Geral de Investigações – por conta do meu passado de militância política estudantil, fui demitido da SUDENE.  Meu regime de trabalho era “celetista”, o que permitia a demissão, ainda que sem “justa causa”.

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Eu e ELES: ecos de memória política – Clemente Rosas

Para Joaquim Inácio Brito, parceiro de longas conversas “de omni re scibili et quibusdam aliis”, que me sugeriu escrever estes textos.

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Karl Marx: Herói ou Bandido? – Clemente Rosas

O tema da ideologia marxista, também conhecida como “materialismo histórico”, “materialismo dialético”, ou ainda, pretensiosamente, “materialismo científico”, volta ao debate pelas mãos do professor Washington Rocha, da Universidade Federal da Paraíba, em livro recentemente editado. 

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Amigos do Mar – Clemente Rosas

Amigos?  Talvez não seja adequada a expressão, pois desde sempre os tenho pescado, e mesmo impiedosamente caçado, por algum tempo, no fundo de suas locas.  Mas sempre com a autoimposição de comê-los, pois é da natureza humana comer outros viventes de carne e osso.  Como disse Augusto dos Anjos, com sua habitual amargura, na segunda estrofe do poema “À Mesa”:

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Amigos Alados – Clemente Rosas

Lembro um texto de Vinícius de Moraes, nosso saudoso poetinha, em que ele louva a amizade, valorizando-a mais do que o amor.  Diz que pôde encarar o fim de muitos amores, mas não suportaria a perda de todos os seus amigos. 

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Trinta e cinco anos, hoje – Clemente Rosas

Verba volant, scripta manent (as palavras voam, os escritos permanecem).  No nosso caso, as minhas palavras não apenas voam e se perdem: suscitam outras, suas, muitas vezes duras como punhais.  Por isso resolvi deixar por escrito o que tenho a lhe dizer hoje, quando completamos trinta e cinco anos de casados.

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Memórias da Caserna IV – Clemente Rosas

Soldado, naquele tempo, não podia sair “à paisana”, a não ser com permissão especial, e definição prévia de tempo e lugar.  Cheguei a me apresentar, fardado, em pleno salão do CEU (Clube do Estudante Universitário), prestar continência e pedir permissão a um tenente para permanecer no local. 

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Memórias da Caserna III – Clemente Rosas

Certamente, o melhor da minha vivência na caserna foram as marchas e os acampamentos.  Fizemos alguns, quase sempre no altiplano do Cabo Branco, deserto naquela época. Íamos a pé, levando um pesado equipamento. 

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Memórias da Caserna II – Clemente Rosas

O Regimento se compunha de cinco companhias: duas companhias de fuzileiros, a Companhia de Petrechos Pesados (CPP), a Companhia de Canhões Anti-Carro (CCAC) e a Companhia de Comando e Serviço (CCS), que o tenente Moreira, nosso comandante, para nos valorizar, classificava como uma “companhia de elite”.

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Memórias da Caserna I – Clemente Rosas

No meu tempo de jovem, para os filhos do patriciado e da classe média paraibana, as alternativas de fuga à conscrição militar eram fazer o CPOR (Curso Preparatório de Oficiais da Reserva), no Recife, ou recorrer a alguém de prestígio para ser dispensado…

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O Sorriso da Doutora Juíza – Clemente Rosas

Com o perdão das menos dotadas, segundo o poetinha Vinícius de Moraes, beleza é fundamental.  É um componente importante no juízo que fazemos sobre as pessoas, e não deve ser desprezado.  Prova disso podemos colher até no sentimento religioso: seria possível imaginar uma Nossa Senhora feia?

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Adeus, Lucy – Clemente Rosas

Vejo muito pouco TV.  Quase que só noticiários, um ou outro programa esportivo, raríssimos filmes. Mas um dia (lá se vão cinco anos!), já deitado, tive a atenção despertada para o programa “The Voice”, em que uma mocinha cantava, acompanhando-se com a sanfona. 

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Crônica de Um Plágio Histórico (*) – Clemente Rosas

Amigos, já haviam ouvido falar de uma cidade chamada Piumhy?  Confesso, eu também não.  Mas ela existe, perdida nas montanhas de Minas Gerais.  E nos idos de 1827, editou uma publicação: “O Almanach de Piumhy”…

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Causos Paraibanos: Figuras dos meus verdes anos ii – Clemente Rosas

Chico Gaioleiro, assim chamado por fazer gaiolas de passarinhos, é o primeiro dessa lista de infelizes.  Com grave doença, não sei se hepática ou renal, era acometido de hidropisia, e se apresentava, com o ventre tão…

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Causos Paraibanos – Figuras Dos Meus Verdes Anos – I – Clemente Rosas

É bem conhecida a afirmação do poeta inglês, de que a criança é pai do adulto.  Poucos anos de sua infância passou Manuel Bandeira no Recife, e esse tempo impregnou, assumidamente, toda a sua obra. 

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Causos Paraibanos: Tipos Populares – Clemente Rosas

Um dos encantos das pequenas cidades – a João Pessoa da minha infância poderia ainda enquadrar-se nessa categoria – é a presença de tipos populares, que ganham notoriedade por alguma característica física, ou mental, que apresentem. 

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De romancistas, brasileiros e russos – Clemente Rosas

Uma conferência sobre Dostoiévski, proferida no ciclo de palestras que a Fundação Joaquim Nabuco está promovendo, em colaboração com a Fundação Astrojildo Pereira e o Centro Josué de Castro, a pretexto do centenário da Revolução Russa…

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Utinga subsiste! – Clemente Rosas

Dois anos atrás, comecei a escrever os “causos paraibanos”, histórias contadas por meu pai, ou vividas na minha infância.  E os personagens mais ricos dessas histórias talvez tenham sido, ao narrar suas aventuras, meu tio-avô Joca Viriato, senhor do engenho Utinga, e seus descendentes.

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A Memória sem Grilhões – Clemente Rosas

Álvaro Moreyra, em seu livro “As Amargas, Não”, clássico da literatura de reminiscências, conta o diálogo com o seu carcereiro, ao sair de prisão por delito de pensamento, nos turbulentos anos 30 do passado século.

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Causos Paraibanos: Argonautas Paroquiais – Clemente Rosas

Éramos adolescentes, por volta dos quinze anos, eu e meu irmão, quando fomos convidados para um passeio de barco especial: pelos autores do convite – dois padres – e pelo destino – um convento de freiras…

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Quem é do mar não enjoa – Clemente Rosas

Enfim, vencido pela febre do mar de que fala o poeta inglês, e a convite de um amigo velejador, voltei a singrar as ondas, em um barco esbelto e branco como um cisne. Tive ainda uma motivação adicional: o destino era a Praia Formosa…

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Causos Paraibanos: Histórias de Bichos 2 – Clemente Rosas

É claro que não foram apenas animais silvestres que alegraram minha infância. Além da criação de coelhos e porquinhos da Índia, e da convivência temporária com criaturas mais exóticas, tivemos estreito contato com caninos…

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Causos Paraibanos – Histórias de Bichos – Clemente Rosas

Administrador das fazendas Manjereba e Mumbaba, da Companhia de Tecidos Paraibana, na Zona da Mata, além da sua própria, no Agreste, meu pai tinha contato frequente com animais, domésticos ou silvestres.

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Causos Paraibanos – Velhas Professoras – Zuzica – Clemente Rosas

Esta era famosa pela severidade. Maria José Gouveia era o seu nome, mas o apelido familiar chegou às salas de aula, muito embora nós, alunos, não fôssemos autorizados a tratá-la assim. Uma de suas auxiliares, excepcionalmente mansa, a chamava de Madrinha Zica.

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Vaquejadas – Clemente Rosas

A notícia da próxima aprovação de uma Emenda Constitucional dando contorno jurídico à vaquejada como atividade legal, não infratora das disposições condenatórias dos maus tratos aos animais, motivou-me a abordar o tema, objeto de tantas opiniões antagônicas, eivadas de emocionalismo.

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Causos Paraibanos – Velhas Professoras – Adamantina Neves – Clemente Rosas

Na minha infância, além dos grupos escolares públicos, de bom nível, não havia colégios particulares para o ensino das primeiras letras. Somente professoras.

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CAUSOS PARAIBANOS XI – O Peru de Natal Extraviado – Clemente Rosas

Dos irmãos de meu avô paterno, Joca Viriato, Tonico e Álvaro, conheci apenas o último, que viveu seus últimos anos na vila portuária de Cabedelo, onde tínhamos casa de praia.

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No país das Águas – Clemente Rosas

A atividade de consultor de empresas, com foco na conquista de incentivos fiscais para novos investimentos, tem lá seus encantos. Um deles é a oportunidade de viajar, para conhecer os empreendimentos a serem contemplados com o apoio governamental, com a nossa intermediação.

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O praça que amava serpentes – Clemente Rosas

Quando, já no meu segundo ano de Faculdade de Direito, resolvi prestar serviço militar, recusando, tanto o “jeitinho” brasileiro para escapar da incorporação, como a opção pelo CPOR, que me exigiria dois anos no Recife, configurei um caso raro em nossas Forças Armadas.

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Lenços Vermelhos — da série Causos Paraibanos – Clemente Rosas

As dissenções que dilaceraram a Paraíba, por ocasião do movimento da Aliança Liberal e da Revolução de 1930, deixaram marcas profundas, que persistem até hoje.

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