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Penso, logo existo.

Trinta e cinco anos, hoje – Clemente Rosas

Verba volant, scripta manent (as palavras voam, os escritos permanecem).  No nosso caso, as minhas palavras não apenas voam e se perdem: suscitam outras, suas, muitas vezes duras como punhais.  Por isso resolvi deixar por escrito o que tenho a lhe dizer hoje, quando completamos trinta e cinco anos de casados.

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Memórias da Caserna IV – Clemente Rosas

Soldado, naquele tempo, não podia sair “à paisana”, a não ser com permissão especial, e definição prévia de tempo e lugar.  Cheguei a me apresentar, fardado, em pleno salão do CEU (Clube do Estudante Universitário), prestar continência e pedir permissão a um tenente para permanecer no local. 

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Memórias da Caserna III – Clemente Rosas

Certamente, o melhor da minha vivência na caserna foram as marchas e os acampamentos.  Fizemos alguns, quase sempre no altiplano do Cabo Branco, deserto naquela época. Íamos a pé, levando um pesado equipamento. 

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Memórias da Caserna II – Clemente Rosas

O Regimento se compunha de cinco companhias: duas companhias de fuzileiros, a Companhia de Petrechos Pesados (CPP), a Companhia de Canhões Anti-Carro (CCAC) e a Companhia de Comando e Serviço (CCS), que o tenente Moreira, nosso comandante, para nos valorizar, classificava como uma “companhia de elite”.

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Memórias da Caserna I – Clemente Rosas

No meu tempo de jovem, para os filhos do patriciado e da classe média paraibana, as alternativas de fuga à conscrição militar eram fazer o CPOR (Curso Preparatório de Oficiais da Reserva), no Recife, ou recorrer a alguém de prestígio para ser dispensado…

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O Sorriso da Doutora Juíza – Clemente Rosas

Com o perdão das menos dotadas, segundo o poetinha Vinícius de Moraes, beleza é fundamental.  É um componente importante no juízo que fazemos sobre as pessoas, e não deve ser desprezado.  Prova disso podemos colher até no sentimento religioso: seria possível imaginar uma Nossa Senhora feia?

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Adeus, Lucy – Clemente Rosas

Vejo muito pouco TV.  Quase que só noticiários, um ou outro programa esportivo, raríssimos filmes. Mas um dia (lá se vão cinco anos!), já deitado, tive a atenção despertada para o programa “The Voice”, em que uma mocinha cantava, acompanhando-se com a sanfona. 

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Crônica de Um Plágio Histórico (*) – Clemente Rosas

Amigos, já haviam ouvido falar de uma cidade chamada Piumhy?  Confesso, eu também não.  Mas ela existe, perdida nas montanhas de Minas Gerais.  E nos idos de 1827, editou uma publicação: “O Almanach de Piumhy”…

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Causos Paraibanos: Figuras dos meus verdes anos ii – Clemente Rosas

Chico Gaioleiro, assim chamado por fazer gaiolas de passarinhos, é o primeiro dessa lista de infelizes.  Com grave doença, não sei se hepática ou renal, era acometido de hidropisia, e se apresentava, com o ventre tão…

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Causos Paraibanos – Figuras Dos Meus Verdes Anos – I – Clemente Rosas

É bem conhecida a afirmação do poeta inglês, de que a criança é pai do adulto.  Poucos anos de sua infância passou Manuel Bandeira no Recife, e esse tempo impregnou, assumidamente, toda a sua obra. 

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Causos Paraibanos: Tipos Populares – Clemente Rosas

Um dos encantos das pequenas cidades – a João Pessoa da minha infância poderia ainda enquadrar-se nessa categoria – é a presença de tipos populares, que ganham notoriedade por alguma característica física, ou mental, que apresentem. 

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De romancistas, brasileiros e russos – Clemente Rosas

Uma conferência sobre Dostoiévski, proferida no ciclo de palestras que a Fundação Joaquim Nabuco está promovendo, em colaboração com a Fundação Astrojildo Pereira e o Centro Josué de Castro, a pretexto do centenário da Revolução Russa…

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Utinga subsiste! – Clemente Rosas

Dois anos atrás, comecei a escrever os “causos paraibanos”, histórias contadas por meu pai, ou vividas na minha infância.  E os personagens mais ricos dessas histórias talvez tenham sido, ao narrar suas aventuras, meu tio-avô Joca Viriato, senhor do engenho Utinga, e seus descendentes.

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A Memória sem Grilhões – Clemente Rosas

Álvaro Moreyra, em seu livro “As Amargas, Não”, clássico da literatura de reminiscências, conta o diálogo com o seu carcereiro, ao sair de prisão por delito de pensamento, nos turbulentos anos 30 do passado século.

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Causos Paraibanos: Argonautas Paroquiais – Clemente Rosas

Éramos adolescentes, por volta dos quinze anos, eu e meu irmão, quando fomos convidados para um passeio de barco especial: pelos autores do convite – dois padres – e pelo destino – um convento de freiras…

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Quem é do mar não enjoa – Clemente Rosas

Enfim, vencido pela febre do mar de que fala o poeta inglês, e a convite de um amigo velejador, voltei a singrar as ondas, em um barco esbelto e branco como um cisne. Tive ainda uma motivação adicional: o destino era a Praia Formosa…

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Causos Paraibanos: Histórias de Bichos 2 – Clemente Rosas

É claro que não foram apenas animais silvestres que alegraram minha infância. Além da criação de coelhos e porquinhos da Índia, e da convivência temporária com criaturas mais exóticas, tivemos estreito contato com caninos…

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Causos Paraibanos – Histórias de Bichos – Clemente Rosas

Administrador das fazendas Manjereba e Mumbaba, da Companhia de Tecidos Paraibana, na Zona da Mata, além da sua própria, no Agreste, meu pai tinha contato frequente com animais, domésticos ou silvestres.

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Causos Paraibanos – Velhas Professoras – Zuzica – Clemente Rosas

Esta era famosa pela severidade. Maria José Gouveia era o seu nome, mas o apelido familiar chegou às salas de aula, muito embora nós, alunos, não fôssemos autorizados a tratá-la assim. Uma de suas auxiliares, excepcionalmente mansa, a chamava de Madrinha Zica.

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Vaquejadas – Clemente Rosas

A notícia da próxima aprovação de uma Emenda Constitucional dando contorno jurídico à vaquejada como atividade legal, não infratora das disposições condenatórias dos maus tratos aos animais, motivou-me a abordar o tema, objeto de tantas opiniões antagônicas, eivadas de emocionalismo.

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Causos Paraibanos – Velhas Professoras – Adamantina Neves – Clemente Rosas

Na minha infância, além dos grupos escolares públicos, de bom nível, não havia colégios particulares para o ensino das primeiras letras. Somente professoras.

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CAUSOS PARAIBANOS XI – O Peru de Natal Extraviado – Clemente Rosas

Dos irmãos de meu avô paterno, Joca Viriato, Tonico e Álvaro, conheci apenas o último, que viveu seus últimos anos na vila portuária de Cabedelo, onde tínhamos casa de praia.

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No país das Águas – Clemente Rosas

A atividade de consultor de empresas, com foco na conquista de incentivos fiscais para novos investimentos, tem lá seus encantos. Um deles é a oportunidade de viajar, para conhecer os empreendimentos a serem contemplados com o apoio governamental, com a nossa intermediação.

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O praça que amava serpentes – Clemente Rosas

Quando, já no meu segundo ano de Faculdade de Direito, resolvi prestar serviço militar, recusando, tanto o “jeitinho” brasileiro para escapar da incorporação, como a opção pelo CPOR, que me exigiria dois anos no Recife, configurei um caso raro em nossas Forças Armadas.

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Lenços Vermelhos — da série Causos Paraibanos – Clemente Rosas

As dissenções que dilaceraram a Paraíba, por ocasião do movimento da Aliança Liberal e da Revolução de 1930, deixaram marcas profundas, que persistem até hoje.

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Causos Paraibanos VIII – Mestre Pititinga e sua “Gaivota” – Clemente Rosas

Em língua tupi, a palavra quer dizer “pele branca”. Nunca soube se era seu nome de registro ou apelido, mas não lhe destoava.

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Causos Paraibanos VII – O Governador visita Caiçara – Clemente Rosas

Era esse o nome da fazenda, aparecendo como tal num pequeno ponto do mapa da Paraíba.

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Causos Paraibanos VI – Clemente Rosas

Ao iniciar-se a década de 1950, o cangaceirismo já havia sido extinto no Nordeste doze anos antes, com o extermínio do bando de Lampião.

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Moedeiros Falsos – Clemente Rosas

Les faux monnayeurs. É o título de um livro em que o escritor francês André Gide faz duras críticas à hierarquia da Igreja Católica do seu tempo. O rótulo me ocorre agora, com a leitura do artigo do…

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Marília E Clarice – Clemente Rosas

Há quatro anos, por comentário do meu amigo W. J. Solha, tive notícia de Marília Arnaud, nossa conterrânea, contista já consagrada, que estreava no romance com o seu “Suíte de Silêncios”.

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