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Penso, logo duvido.

Cem anos de “À Sombra das Raparigas em Flor” – Paulo Gustavo

Os proustianos de todo o mundo, sobretudo os franceses, estão festejando os 100 anos do segundo volume do maior (e, para eles, o melhor) romance já escrito: “Em busca do tempo perdido”. Incluo-me na fila dos devotos, com a humildade que requer esse magnífico templo da literatura…

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Gilberto Freyre: 120 anos – Paulo Gustavo

Tive o privilégio de conhecer Gilberto Freyre, ainda que socialmente e ainda que separados por décadas de diferença de idade. O privilégio de ouvi-lo falar. De vê-lo gentilmente agradecer em público ao garçom que o servia na Fundação Joaquim Nabuco.

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Engolir sapos – Paulo Gustavo

O “nosso presidente”, como diz seu porta-voz, trouxe à cena das metáforas prosaicas a expressão “engolir sapo”. Disse que engolia sapos pela fosseta lacrimal e ficava quieto. É curioso e original o “nosso presidente”: sempre pensei que se engolia sapo pela boca.

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O MEC e a pauta dos Costumes – Paulo Gustavo

O Ministério da Educação, quem não sabe? é gigantesco em tamanho e orçamento. Também é notório que a sua máquina colossal tem uma alma política. E alma política é tudo de bom e de útil para os poderosos do dia. Noutras palavras, é um dos mais vivos ministérios do país.

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Guimarães Rosa e Bolsonaro – Paulo Gustavo

Guimarães Rosa não foi só o maior escritor brasileiro do século 20, mas igualmente um brilhante diplomata. Da diplomacia, parece ter trazido para a literatura uma voz toda sua, impregnada de inovação linguística, diversidade idiomática e de um tom que nada…

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A Democracia Acossada – Paulo Gustavo

Os brasileiros, pela primeira vez, desde a redemocratização, no já remoto ano de 1985, sabem que sua democracia está acossada. Estamos, como se diz, dormindo com o inimigo. Mas é certo que mais do que nunca devemos estar bem acordados e vigilantes.

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O Lúcido desejo de liberdade – Paulo Gustavo

Num país que não prima muito por sua memória e onde tudo parece estar sempre começando num eterno presente, é alentador que o passado histórico seja lembrado às novas gerações. Assim fazem anualmente as escolas de samba em meio aos prazeres do Carnaval.

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Mais de uma Luz Sobre o Fanatismo – Paulo Gustavo

“Caro Fanático” é provavelmente o mais forte ensaio do livro “Mais de uma luz: fanatismo, fé e convivência no século XXI”, de Amós Oz, o grande romancista e ativista israelense falecido em dezembro de 2018.

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Rio, Capital Mundial da Arquitetura – Paulo Gustavo

O crítico literário Agripino Grieco (1888–1973), fluminense de Paraíba do Sul, não poupava ninguém com seu humor e acidez. Comentando o famoso epíteto de “Cidade Maravilhosa” que o lirismo popular adotou para falar do Rio de Janeiro…

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Os Embaixadores – Paulo Gustavo

Eu estava mergulhado na leitura do mais recente livro do ministro Rubens Ricupero — A diplomacia na construção do Brasil —, aliás leitura imperdível para entender melhor a nossa história, quando, por uma simpática coincidência, fui presenteado com um exemplar de Os embaixadores…

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A Lição de Mocidade! – Paulo Gustavo

Em saborosa crônica da já remota década de 1980*, nosso já falecido amigo o sociólogo Sebastião Vila Nova registra memorável caso passado entre o governador do Estado da Paraíba, na época João Agripino, e um excêntrico tipo popular de alcunha Mocidade, protegido daquele líder político.

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O Que Faz de Bolsonaro Bolsonaro? – Paulo Gustavo

A pergunta do título não é fácil de responder. Este artigo é uma modesta tentativa de interpretar o “fenômeno” e o fantasma Jair Bolsonaro. Um esboço de compreensão, como sugere a epígrafe de minha admirada Hannah Arendt.

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Fogo Morto, Fogo Amaro: 75 Anos de um clássico – Paulo Gustavo

“Fogo Morto”, como se sabe, é uma obra da maturidade literária de José Lins do Rego. É livro canônico da Literatura Brasileira, revelando não só um autor capaz de ir além de um regionalismo primário, como um escritor mais complexo e mais completo, cujos instrumentos formais tornaram-se mais afiados…

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Carpeaux, prazer em conhecê-Lo! – Paulo Gustavo

Conheci Otto Maria Carpeaux (quase escusado dizer que por metonímia) em 1980, numa viagem ao Rio de Janeiro. Aos 23 anos, eu mal saíra da adolescência. E ele, o grande autor, mal desaparecera do cenário intelectual brasileiro, uma vez que morrera havia pouco: em 1978.

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Encontros com Proust: O caráter mental da realidade – Paulo Gustavo

Qualquer leitor mais atento da “Busca” tem a vívida sensação de que sempre há muito por decifrar, pois o real da narrativa sempre propõe, senão exatamente enigmas, novas e curiosas surpresas.

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Encontros com Proust: Proust e a Medicina – Paulo Gustavo

O médico, na visão proustiana, está como que condenado a chegar atrasado na corrida em que a dor e o sofrimento são, por conta da própria biologia humana, competentes atletas.

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Encontros com Proust- Entre o mito da infância e a surpresa da velhice – Paulo Gustavo

Alguns críticos consideraram “Em busca do tempo perdido” como um “romance de formação”. Não deixa de sê-lo, uma vez que acompanhamos o herói desde a infância ao limiar da velhice.

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Encontros com Proust: o caleidoscópio do desejo – Paulo Gustavo

“Em busca do tempo perdido” é uma obra que assume, por assim dizer, a potência e o desespero do desejo. A meu ver, mais que a sexualidade em si mesma, o que está presente como um dos grandes…

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Encontros com Marcel Proust: Amor e ciúme, fios da mesma lâmina – Paulo Gustavo

Em seu livro “Proust, os horrores do amor” (não traduzido no Brasil), o filósofo Nicolas Grimaldi nos lembra que na “Busca” o amor é sempre “evocado como uma patologia”.

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Encontros com Marcel Proust: Estilo e Precisão – Paulo Gustavo

Sobre Proust corre a fama — não sem razão — de ser um autor de longos períodos e extensas frases. Frases à tiroir, frases que se engavetam umas nas outras, também chamadas de frases-centopeia.

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Encontros com Proust: muito além da memória – Paulo Gustavo

Como costuma ocorrer com diversos grandes autores, também com Proust acontecem inúmeras simplificações. O gosto popular (no sentido mais amplo desse adjetivo) opera por redução como se fascinado por pontas de iceberg.

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Encontros com Proust – Segundo Encontro: “Um Nilo da linguagem” – Paulo Gustavo

Muita gente supõe que a obra Em busca do tempo perdido é um conjunto de sete romances. Nada mais equivocado. A Busca é um único e grande romance, dividido em sete volumes.

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Encontros com Marcel Proust I – Paulo Gustavo

Durante muito tempo, não li Proust. Sinto não ter tido um mestre que tivesse me dito: “Leia Proust”. Mas esse mestre curiosamente apareceu na figura de um jovem e amadurecido estudante de Letras, hoje autor de um belo livro de contos, Pedro Moura…

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