Pages Navigation Menu

Penso, logo duvido.

Desprezo pela educação – Editorial

Editorial

Coreia do Sul, a revolução pela educação.

O conhecimento e as capacidades humanas são, cada vez mais, o principal fator de desenvolvimento das nações, e elemento decisivo para a equidade social. Tudo que o Brasil não tem. A educação brasileira é uma das piores do mundo, deficiência acumulada ao longo de décadas de vários governos, de todas as instâncias federativas, que não deram a prioridade devida à melhoria da qualidade do ensino. Sem um grande esforço para compensar este atraso na educação, o Brasil vai ficar para trás, no novo paradigma de desenvolvimento, liderado por nações com alto nível de escolaridade e aprendizagem. Na avaliação da aprendizagem de 70 países feita pela OCDE em 2015 (PISA-Programme for International Student Assessment), o Brasil ficou na 63ª posição em Ciência, na 59ª em Leitura, e na beirada (66ª posição) em Matemática. De acordo com o estudo, cerca de 51% dos estudantes brasileiros não alcançaram o nível básico de proficiência em Leitura, percentual que sobe para 56,6% em Ciências e assustadores 70,5% em Matemática. O Brasil tem ainda 17,1% de analfabetos funcionais, e cerca de 46% dos brasileiros com mais de 25 anos simplesmente não concluiram o ensino básico. Diante desta calamidade na educação brasileira, o governo do Presidente Jair Bolsonaro, atrapalhado pelas suas fantasias ideológicas, vem demonstrando um total desprezo pela educação, e uma desconsideração inaceitável pelo seu mais importante ministério. Em três meses da nova gestão, o ministério da educação brilhou apenas pelo ridículo e pelas futilidades, mostrando-se totalmente desorientado e incapaz de formular uma política educacional que prepare o Brasil para o futuro. Neste curto período, o ministro Vélez Rodriguez vem dedicando o seu tempo (e desperdiçando o precioso tempo do Brasil) em disputas internas, manipuladas pelo seu ideólogo, o mentecapto Olavo de Carvalho, com a exoneração de quinze cargos de destaque, criando uma clara instabilidade gerencial. E pensar que o competente educador Mozart Neves não é o Ministro da Educação porque não aceitou submeter-se às exigências ideológicas de Bolsonaro e da sua fanática base religiosa!

3 Comments

  1. Excelente. Parabens

  2. “Em três meses da nova gestão, o ministério da educação brilhou apenas pelo ridículo e pelas futilidades, mostrando-se totalmente desorientado e incapaz de formular uma política educacional que prepare o Brasil para o futuro.”

    Assim estamos.

  3. Muito bom!

Leave a Comment

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *