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Penso, logo duvido.

A Arte de Destruir Estátuas – José Paulo Cavalcanti Filho

Posted on jul 3, 2020

Uma estátua de Colombo, por conta do genocídio dos povos nativos americanos, foi decapitada (em Boston). A de Cervantes desfigurada, pintados seus olhos com sangue (São Francisco). A de George Washington acorrentada, pichada e coberta com um capuz branco (Chicago).

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Orgulho e Prepotência – José Paulo Cavalcanti Filho

Posted on jun 19, 2020

Numa conversa com Claude Mauriac, o general De Gaulle confessa que viveu sempre “de xeque em xeque”. Xeque do jogo de xadrez, claro. A frase bem poderia ser usada hoje, no Brasil. Trocando a palavra. De impeachment em impeachment.

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A arte da prudência – José Paulo Cavalcanti Filho

Posted on jun 12, 2020

Simão Bacamarte, renomado cientista em Portugal e alhures, internou quase toda população de Itaguaí no seu manicômio – a Casa Verde. Por sofrer, assim pensava, de distúrbios mentais. Segundo Machado de Assis (O Alienista).

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Dona Maria Lia – José Paulo Cavalcanti Filho

Posted on maio 29, 2020

Minha mãe tinha 18 anos. Sempre teve. Ou pensava, e agia, como se tivesse. O que dá no mesmo. Para definir quem era, basta lembrar frase de Dostoiévski que vivia repetindo: “Sinto um prazer quase indecente de viver”.

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O mito da verdade – José Paulo Cavalcanti Filho

Posted on maio 22, 2020

Saber onde anda a verdade é uma arte. Em carta a Mary Mac Donald, Lewis Carroll escreveu: “Não se apresse em acreditar em tudo que lhe contaram ou acabará incapaz de acreditar nas verdades mais simples”.

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Imposto Desafortunado – José Paulo Cavalcanti Filho

Posted on maio 15, 2020

Em 1930, ao estudar a Hawley-Smoot Tarif Bill, Arthur Laffer (professor da Universidade de Chicago, Califórnia) desenvolveu conceito que acabou conhecido por seu próprio nome – Curva de Laffer. O de existir um limite para a expansão do poder de tributar do Estado.

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O futuro do futuro – José Paulo Cavalcanti Filho

Posted on maio 8, 2020

Primeiro foi Hobbes, no séc. XVII, falando em uma “assembleia de homens que reduzem suas diversas vontades, por pluralidade de votos, a uma só vontade”. Em seguida Locke, definindo a base teórica do pensamento ocidental contemporâneo…

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Umbilicus mundi – José Paulo Cavalcanti Filho

Posted on maio 1, 2020

A verdade “é um cachorro preso num canil”, dizia Shakespeare (O Rei Lear). E que nem sempre anda solto pelas ruas, poderíamos completar. Assim tem sido, ao longo de toda história da humanidade. Por exemplo, não há qualquer prova de que existiu, mesmo, um Cavalo de Troia…

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Um país de estultos – José Paulo Cavalcanti Filho

Posted on abr 24, 2020

Em tempo de coronavirus dá pena ver, junto a especialistas, analfabetos e otoridades em geral se exibindo, como espantalhos, nas televisões. Vaidades, vaidades. Segundo Malraux (Antimemórias), ela “é tão forte quanto a morte”.

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O Falso Mistério do Dr. Uip – José Paulo Cavalcanti Filho

Posted on abr 17, 2020

Em 1981, François Mitterrand teve um câncer. Ao tratá-lo, o dr. Claude Gubler percebeu, no presidente da França, os primeiros sinais da esclerose. E decidiu contar isso num livro, Le Grand Secret (O Grande Segredo).

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Bom senso, senhores – José Paulo Cavalcanti Filho

Posted on abr 10, 2020

Esse vírus mudou nossas vidas. E o mundo inteiro. “O inferno tem suas leis”, dizia Goethe (Fausto). O historiador português António Araújo (Visão) sugere que, diferente de outras guerras, nessa “o inimigo é oculto, dentro de nós”.

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Palíndromos e Capicuas – José Paulo Cavalcanti Filho

Posted on mar 20, 2020

Palíndromo, nos dicionários, é “Frase ou palavra que se pode ler, indiferentemente, da esquerda para a direita ou vice-versa” (Houaiss). Já um palíndromo com números seria capicua. Segundo Orlando Neves (Dicionário da origem das palavras)…

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Senado x Supremo – José Paulo Cavalcanti Filho

Posted on mar 13, 2020

A Velha Política dá, mais uma vez, o ar de sua graça. E o Senado, com a intenção de mudar o Supremo, juntou 3 PECs (35/2015, 59/2015 16/2019). O que resultou num mostrengo como aquele “que está no fim do mar”, diria o amigo Fernando Pessoa (em Antemanhã, de Mensagem).

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Todo o Mundo e Ninguém – José Paulo Cavalcanti Filho.

Posted on mar 6, 2020

Em 1531, Gil Vicente escreveu Auto da Lusitânia. Encenado só no ano seguinte. Quando, na Europa, findou a Peste Negra – que mandou, aos céus, 25 milhões de almas. O que faz lembrar nosso Coronavírus.

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Juiz das Garantias… – José Paulo Cavalcanti Filho

Posted on jan 10, 2020

A arte de sugerir sem explicar, de enganar sem enganar, de dizer quase tudo como um quase nada, é próprio desse professor de Oxford e maior matemático inglês do Século XIX – que se assinava só pelo sobrenome, Dodgson.

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Trovas de Bons Anos – José Paulo Cavalcanti Filho

Posted on jan 3, 2020

Mais um ano se foi. Lembro, aqui, poema eterno (Feliz Ano Novo) de Antônio Carlos Secchin: “Finalmente comprará sua mansão/ Será  engolida pela fome de um tufão./ Viverá uma intensa fantasia/ Desfeita a meia hora  do meio-dia.

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Bons Anos – José Paulo Cavalcanti Filho

Posted on dez 27, 2019

Em outubro, quando o português José Tolentino Mendonça foi confirmado Cardeal, disse ao Papa: “Santo Padre, o que é que me fez?”. E completou: “Eu sou só um pobre padre”. E Francisco lhe pediu: “Então, partilhe sua pobreza conosco”. Assim seja.

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Paulo Freire energúmeno? – José Paulo Cavalcanti Filho

Posted on dez 20, 2019

Paulo Freire é, talvez, o brasileiro mais homenageado pelo mundo. Depois de Pelé. Tem 35 títulos de Doutor Honoris Causa em universidades estrangeiras. Sua Pedagogia do Oprimido é o terceiro livro mais citado nos trabalhos da área de humanas.

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Amargo Exílio – José Paulo Cavalcanti Filho

Posted on dez 6, 2019

Exílios podem ser voluntários. Como o de Fernando Pessoa, exilado nele mesmo. “Tenho saudades de mim”, disse em Carta do heterônimo Henri Moore. Outros, violência pura.  “O pão amargo do exílio”, na definição de Shakespeare (em Ricardo II). Lembro três casos. Dois no passado.

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Basta de Sigilo – José Paulo Cavalcanti Filho

Posted on nov 29, 2019

O presidente do Supremo não quer permitir que Receita Federal e Ministério Público fiscalizem corruptos (e corruptores) a partir da quebra do Sigilo Bancário. Por se tratar, segundo se vê em seu voto na quarta-feira, de um direito fundamental.

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Lobos e Cordeiros – José Paulo Cavalcanti Filho

Posted on nov 22, 2019

Jean de La Fontaine (1621/1695) estudou teologia, serviu ao grande Fouquet, mas acabou famoso mesmo foi ao publicar Fábulas Escolhidas. Membro da Academia Francesa, está sepultado ao lado de Molière no Père-Lachaise.

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Centauros na Corte – José Paulo Cavalcanti Filho

Posted on nov 14, 2019

Centauros são “seres monstruosos, meio homens e meio cavalos”, segundo Pierre Grimal (Dicionário da Mitologia). Nas representações clássicas, tinham busto e 2 braços de homem, mais corpo e 4 patas de cavalo.

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Quantos traficantes?, ministro. – José Paulo Cavalcanti Filho

Posted on nov 8, 2019

O Supremo vai realizar, finalmente, velho sonho de ministros bem nossos conhecidos. O de soltar Lula. Sem se preocupar que, além dele, ganharão as ruas um caminhão de condenados. Quantos? Segundo Gleisi, “outros 148 mil criminosos também serão libertados”.

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Nossos Mortos – Jose Paulo Cavalcanti

Posted on nov 1, 2019

O mundo acabou. Morreu meu pai. Lembro como se fosse hoje. Quem já passou por isso, (infelizmente), sabe como é. Poucos dias depois ligou Hélio Naslavsky. Convidando para comemorar o nascimento de um neto.

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Fernando Pessoa e o Brasil (II DE II) – José Paulo Cavalcanti Filho

Posted on out 25, 2019

Lisboa. Continua coluna indicando frases de Pessoa que valem para nosso Brasil, hoje. Com pequenos comentários que me permiti fazer, em seguida: 

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Fernando Pessoa e o Brasil (I de II) – José Paulo

Posted on out 18, 2019

Lisboa. Em seu Ultimatum (1917), Pessoa não falou bem de nós: “E tu, Brasil, república irmã, blague de Pedro Álvares Cabral que nem te queria descobrir”. Mas elogiou, depois. Como está no título de artigo que escreveu para Notícias Ilustrada (1929), em que nos considera “Brasil, nação irmã e amiga”.

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“A Revolução dos Bichos” – José Paulo Cavalcanti Filho

Posted on out 11, 2019

Roma. Trata-se do título de famoso romance (Animal Farm). Segundo a Modern Library List, “um dos 100 melhores do Século XX”. Do escritor inglês George Orwell. Mesmo autor do clássico 1984. O livro trata das fraquezas humanas.

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A Espada de Dâmocles – José Paulo Cavalcanti Filho

Posted on set 27, 2019

Trata-se de antiga lenda. Uma história moral, se algo assim for possível. Aconteceu, primeiro, com Timeu de Tauromênio (356-260 a.C.). Mas acabou famosa, só depois, nas mãos do cônsul romano Cícero (106-43 a.C.), em sua Tusculanae Disputationes.

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Ruy e o Supremo – José Paulo Cavalcanti Filho

Posted on set 20, 2019

Tudo começou com o baiano Ruy Barbosa (de Oliveira). Ministro da Justiça na República nascente, por só uma semana, foi depois Ministro da Fazenda (1889 a 1891). Sua gestão, marcada pelo encilhamento e por forte apoio aos campeões nacionais de então…

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Eles venceram – José Paulo Cavalcanti Filho

Posted on ago 23, 2019

Essa lei do Abuso de Autoridade é a revanche das elites. Para diminuir (ou evitar) os riscos de muita gente boa ir morar numa penitenciária. Reproduzindo o que aconteceu na Itália, com a Mani Pulite (Mãos Limpas). Lá, tudo começou no Caso Tangentopoli (algo como Cidade do Suborno).

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