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Penso, logo duvido.

À Sombra dos Disparates em Flor – Paulo Gustavo

Poucos brasileiros não cariocas amarão tanto a cidade do Rio de Janeiro quanto eu. No entanto, costumo dizer que o Cristo Redentor, eleito uma das maravilhas do mundo moderno, é um monumento feio e, salvo melhor juízo, até mesmo medíocre.

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“O Rei Leão” e a Política – Paulo Gustavo

Há algo de podre no reino de “O Rei Leão”, o desenho da Disney que agora retorna como filme. Dispensamo-nos aqui, com a cumplicidade de quem conhece essa já clássica produção, de fazer uma síntese do enredo ou de qualquer análise crítica e cinematográfica.

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Passagem pela Editora Massangana – Paulo Gustavo

Quando ingressei na Fundação Joaquim Nabuco, em dezembro de 1983, levado para ser secretário-executivo do Conselho Editorial da Instituição (não da Editora Massangana, como na prática funcionava) pelo meu admirado mestre o renomado linguista Luiz Antonio Marcuschi…

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Cem anos de “À Sombra das Raparigas em Flor” – Paulo Gustavo

Os proustianos de todo o mundo, sobretudo os franceses, estão festejando os 100 anos do segundo volume do maior (e, para eles, o melhor) romance já escrito: “Em busca do tempo perdido”. Incluo-me na fila dos devotos, com a humildade que requer esse magnífico templo da literatura…

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Gilberto Freyre: 120 anos – Paulo Gustavo

Tive o privilégio de conhecer Gilberto Freyre, ainda que socialmente e ainda que separados por décadas de diferença de idade. O privilégio de ouvi-lo falar. De vê-lo gentilmente agradecer em público ao garçom que o servia na Fundação Joaquim Nabuco.

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Engolir sapos – Paulo Gustavo

O “nosso presidente”, como diz seu porta-voz, trouxe à cena das metáforas prosaicas a expressão “engolir sapo”. Disse que engolia sapos pela fosseta lacrimal e ficava quieto. É curioso e original o “nosso presidente”: sempre pensei que se engolia sapo pela boca.

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O MEC e a pauta dos Costumes – Paulo Gustavo

O Ministério da Educação, quem não sabe? é gigantesco em tamanho e orçamento. Também é notório que a sua máquina colossal tem uma alma política. E alma política é tudo de bom e de útil para os poderosos do dia. Noutras palavras, é um dos mais vivos ministérios do país.

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Guimarães Rosa e Bolsonaro – Paulo Gustavo

Guimarães Rosa não foi só o maior escritor brasileiro do século 20, mas igualmente um brilhante diplomata. Da diplomacia, parece ter trazido para a literatura uma voz toda sua, impregnada de inovação linguística, diversidade idiomática e de um tom que nada…

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A Democracia Acossada – Paulo Gustavo

Os brasileiros, pela primeira vez, desde a redemocratização, no já remoto ano de 1985, sabem que sua democracia está acossada. Estamos, como se diz, dormindo com o inimigo. Mas é certo que mais do que nunca devemos estar bem acordados e vigilantes.

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O Lúcido desejo de liberdade – Paulo Gustavo

Num país que não prima muito por sua memória e onde tudo parece estar sempre começando num eterno presente, é alentador que o passado histórico seja lembrado às novas gerações. Assim fazem anualmente as escolas de samba em meio aos prazeres do Carnaval.

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Mais de uma Luz Sobre o Fanatismo – Paulo Gustavo

“Caro Fanático” é provavelmente o mais forte ensaio do livro “Mais de uma luz: fanatismo, fé e convivência no século XXI”, de Amós Oz, o grande romancista e ativista israelense falecido em dezembro de 2018.

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Rio, Capital Mundial da Arquitetura – Paulo Gustavo

O crítico literário Agripino Grieco (1888–1973), fluminense de Paraíba do Sul, não poupava ninguém com seu humor e acidez. Comentando o famoso epíteto de “Cidade Maravilhosa” que o lirismo popular adotou para falar do Rio de Janeiro…

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Os Embaixadores – Paulo Gustavo

Eu estava mergulhado na leitura do mais recente livro do ministro Rubens Ricupero — A diplomacia na construção do Brasil —, aliás leitura imperdível para entender melhor a nossa história, quando, por uma simpática coincidência, fui presenteado com um exemplar de Os embaixadores…

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A Lição de Mocidade! – Paulo Gustavo

Em saborosa crônica da já remota década de 1980*, nosso já falecido amigo o sociólogo Sebastião Vila Nova registra memorável caso passado entre o governador do Estado da Paraíba, na época João Agripino, e um excêntrico tipo popular de alcunha Mocidade, protegido daquele líder político.

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O Que Faz de Bolsonaro Bolsonaro? – Paulo Gustavo

A pergunta do título não é fácil de responder. Este artigo é uma modesta tentativa de interpretar o “fenômeno” e o fantasma Jair Bolsonaro. Um esboço de compreensão, como sugere a epígrafe de minha admirada Hannah Arendt.

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Fogo Morto, Fogo Amaro: 75 Anos de um clássico – Paulo Gustavo

“Fogo Morto”, como se sabe, é uma obra da maturidade literária de José Lins do Rego. É livro canônico da Literatura Brasileira, revelando não só um autor capaz de ir além de um regionalismo primário, como um escritor mais complexo e mais completo, cujos instrumentos formais tornaram-se mais afiados…

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Carpeaux, prazer em conhecê-Lo! – Paulo Gustavo

Conheci Otto Maria Carpeaux (quase escusado dizer que por metonímia) em 1980, numa viagem ao Rio de Janeiro. Aos 23 anos, eu mal saíra da adolescência. E ele, o grande autor, mal desaparecera do cenário intelectual brasileiro, uma vez que morrera havia pouco: em 1978.

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“Ruptura”: A Democracia em Perigo – Paulo Gustavo

“Ruptura, a crise da democracia liberal”, o mais novo ensaio do sociólogo e pensador espanhol Manuel Castells, acaba de chegar ao Brasil, onde, como testemunhamos todos os dias, a democracia, longe de ser a madeira que cupim não rói, não é mais que um aglomerado oscilante…

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Uma Evocação de Evaldo Coutinho – Paulo Gustavo

No último 23 de julho, o filósofo pernambucano Evaldo Coutinho teria completado 107 anos. Teria, porque infelizmente nos deixou há exatos onze anos. Conheci-o pessoalmente já octogenário, na década de 1990. Inicialmente, só de vista, nas salas de aula do Centro de Artes…

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O Colapso Da Pátria Educadora – Paulo Gustavo

O “tópos” das relações entre o intelectual e o poder sempre rende reflexões e autorreflexões, mesmo entre aqueles que tiveram uma passagem fugaz pelo poder. É o caso do ex-ministro da Educação, o filósofo Renato Janine Ribeiro…

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Gilberto Freyre e o Estado Novo – Paulo Gustavo

Já faz mais de uma década que Gilberto Freyre, falecido em 1987, saiu de um limbo de silêncio em que certa inteligência brasileira ousou colocá-lo. Reducionismos daqueles que, emitidos por messiânicos ou analfabetos do próprio Freyre, traçaram visões e fronteiras simplistas, muitas nada mais sendo do que círculos…

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Passeio em torno dos cães – Paulo Gustavo

Uma amizade de 15 mil anos não é todo dia que se encontra. Não se trata de lobo em pele de cordeiro, como diz o ditado, mas de lobo em pele de cão, pois, segundo os estudiosos, em algum momento de um longínquo passado, aquele, o lobo, em uma de suas variantes, teria se transformado neste, o cão.

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Austro-Costa, um Poeta do Recife – Paulo Gustavo

Vivo estivesse, o poeta Austro-Costa (1899-1953) teria completado 119 anos no dia 6 deste mês de maio. Tanto como poeta quanto como cidadão, pertence à primeira metade do século 20 no Recife. Malgrado a atemporalidade de muitos dos seus poemas…

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Em Torno de Certa Palavra – Paulo Gustavo

Atualmente, periódicos impressos ou digitais, assim como alguns títulos de livros, passaram a usar livremente velhos palavrões. Chegarão a ser ex-palavrões? Só o tempo dirá. Enfim, a língua nunca esteve tão solta…

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Os Inimigos do Livro – Paulo Gustavo

É provável que o “Dom Quixote” de Cervantes seja um dos primeiros livros a abordar o livro e o seu fascínio e, nesse contexto, o livro e seus inimigos. Quem não se lembra, no romance, como a sobrinha e o cura jogam fora vários dos seus mais queridos livros de cavalaria?

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Poesia Completa de um Poeta Completo – Paulo Gustavo

Chegou recentemente às livrarias um livro do qual todo pernambucano deveria se orgulhar. Refiro-me a “Alberto da Cunha Melo – Poesia Completa”, publicado pela Editora Record e organizado por Cláudia Cordeiro da Cunha Melo, crítica literária e viúva do poeta.

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O “Aprendizado” da Poesia (Uma breve reflexão) – Paulo Gustavo

Um conhecido dito latino sintetiza uma das características mais “enigmáticas” do poeta: “o poeta nasce, o orador faz-se”. E de fato não se precisa pesquisar muito ou ser atento observador para saber que isso, mais que um dito, é uma verdade.

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Redes Sociais e suas fabulosas ciladas (Reflexões à margem do bem-estar) – Paulo Gustavo

A nossa recente Era Digital, assim como a própria web, sua filha, têm passado rasteiras fabulosas nos seus usuários. As redes sociais que o digam.

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Evocação de Sebastião Vila Nova – Paulo Gustavo

Sebastião Vila Nova, desde jovem e com a impaciência ardente dos sensíveis por natureza, recusou-se à linearidade dos acomodados e dos “intelectuários” — para usar uma expressão de Gilberto Freyre para aqueles que formam um híbrido de intelectual e de burocrata.

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Ninguém verá a morte do livro – Paulo Gustavo

Umberto Eco nos diz que os jornalistas ou a opinião pública possuem uma certa obsessão pelo fim do livro. É verdade. Até no libertário maio de 1968, escritores e estudantes se uniram para gritar: “Livros nunca mais” (ECO E CARRIÈRE, 2010).

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