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Penso, logo duvido.

Esperando as ideias novas – Editorial

Presidente Dilma Roussef, reeleita em outubro de 2014.

Presidente Dilma Roussef, reeleita em outubro de 2014.

Ao longo da acirrada campanha eleitoral, a propaganda da candidata reeleita para a Presidência da República insistiu em vender ao eleitorado que o novo governo teria novas ideias. Na campanha, contudo, não disse quais as ideias novas que norteariam o seu segundo mandato. Toda a propaganda se concentrou em ressaltar o sucesso do governo que acaba. O que leva de imediato à pergunta: por que ideias novas se tudo está dando certo? Na propaganda eleitoral e nos debates, tudo que foi apresentado como proposta de governo foi mais do mesmo (Bolsa Família, Pronatec, Minha Casa Minha Vida, PROUNI, Mais Médicos (agora, com Mais especialidade). A única novidade anunciada foi a Escola em Tempo Integral. Como o primeiro governo de Dilma Rousseff não foi exatamente um sucesso, especialmente na economia, o “mais do mesmo” significa a manutenção dos programas e iniciativas emergenciais e o afrouxamento dos gastos e do equilíbrio fiscal com possível agravamento dos desequilíbrios econômicos, baixo crescimento e alta inflação, que corroem o emprego e o poder de compra dos brasileiros, principalmente dos mais pobres. O Brasil precisa mesmo de “novas ideias”, mas fica no ar a pergunta: se não for apenas mais do mesmo, quais são essas novas ideias do segundo mandato de Dilma Rousseff? Torcemos para que, na política econômica, algumas medidas que já se sabe fundamentais possam sem implementadas. Para o Brasil conter as pressões inflacionárias, que já vêm anunciando uma crise econômica, precisa com urgência de uma gestão macroeconômica responsável. Para sua integração na economia global, urge reformas estruturais (tributária, trabalhista, da administração pública e do pacto federativo) que viabilizem essa integração por uma maior competitividade e produtividade da economia.

7 Comments

  1. O discurso de idéias novas estava não tinha nenhuma base em uma discussão mais ou menos profunda sobre a necessidade de fazer mudanças nas políticas e nos procedimentos do Governo,mas, se baseava,exclusivamente, nas pesquisas qualitativas, do João Santana, onde os diferentes grupos focais deveriam dizer que queriam mudanças. Do mesmo jeito que deveriam dizer que queriam o combate à corrupção.Daí porque os programas eleitorais sempre começavam falando de idéias novas. No entanto,nada de compromissos, apenas o slogan que seria suficiente para dá satisfação ao sentimento da média do eleitorado.

  2. Caro leitor, é com profunda indignação que venho manifestar aqui, o que ao meu ver é o plano mais sórdido que eu já conheci no meu tempo de vida neste belo país. É impressionante a capacidade de dissimulação que o atual governo tem em dizer que combaterá a corrupção de maneira ferrenha e ao mesmo tempo, uma semana após sua reeleição, a Exmª Sr. Presidente da Republica permitir que mais um dos seus comparas, José Dirceu, cumpra sua sentença em prisão domiciliar! Soa como uma certa estranheza isso pois, aquele que antes dizia combater a corrupção, agora reinsere o chefe da quadrilha na rua para articular o golpe pretensioso que o governo quer dar: Primeiro criou-se uma projeto macabro de “Pseudo Política de Direitos Humanos” Visando destruir todos os princípios dos bons costumes, da família e da liberdade religiosa princípios estes que sabemos claramente são primordiais para que uma sociedade se desenvolva de maneira salutar. Que “direitos humanos”são estes que bonificam um bandido com uma bolsa que passa dos R$ 900,00 enquanto um trabalhador honesto, que labora sua terra levantando ainda de madrugada e só pára quando o sol se põe ganha um salário que não chega aos R$ 800,00? Onde está o DIREITO HUMANO DE VIVER, quando se aprovam projetos que permite o assassinato de milhares de bebês ainda no ventre de suas mães? Onde esta o direito humano de um pai e uma mãe de família educar seus filhos conforme os princípios que acham mais certos e de acordo com sua crença religiosa? Onde estão os direitos humanos dos brasileiros e brasileiras de impedir que uma cartilha perversa que instrui nossas crianças que o comportamento homossexual é uma coisa “normal”, que elas podem ficar com o coleguinha e com a coleguinha e assim que ficarem mais velhas poderão fazer a “opção sexual” que quiserem, impedindo seus pais de instruí-las e acusando-os de fundamentalistas religiosos, pois estes seriam processados por homofobia com o apoio da lei apelidada de “mordaça gay”? Como este governo que se diz o protetor dos fracos e oprimidos pode mudar nosso país praticando políticas muito bem conhecidas no passado através de seus idealizadores Stalin, Lênis, Hitler, Mussolin, Fidel, Hugo Chaves, Crista Kirchner, Evo Morales e tantos outros bolivarianistas e comunas? Como dizer que promoverão a igualdade social aplicando políticas da Grécia Antiga conhecidas como políticas de pão e circo? Como defender direitos humanos pensando-se em acabar com a propriedade privada, com as economias dos trabalhadores rurais, tal como Stálin o fez no passado? É muita dissimulação de um mesmo partido que antes criticou tudo o que faz hoje em dia.

  3. Raramente participo de debates veiculados por comentários em blogs. Poucas vezes, aliás, os leio. Aliás, pra falar a verdade, poucas vezes leio blogs. Por várias razões. Acho que uma delas é geracional: nascido, criado e formado na chamada “galáxia Gutemberg”, gosto mesmo de ler é no papel. Depois, é impossível hoje em dia, a menos que se mude definitivamente de “galáxia”, ter tempo para ler nem que seja um mínimo irrisório do que existe à disposição para ser lido. Enfim, deixo de lado essa propedêutica a toda metafísica futura, como diria o velho Immanuel.

    Como sou muito próximo da Será, por minha participação na sua fundação e amizade que até hoje cultivo com seus editores (mesmo quando deles divirjo – e é sobretudo nesses momentos que a amizade mostra o valor que tem), tata-se de um dos poucos blogs que vez por outra frequento. E acho que o único onde de vez em quando participo dos debates em forma de comentário.

    Pois bem. Nele entro e me deparo com o comentário acima de José Rubens. E sua leitura me reconforta no meu retraimento em relação a esse mundo conhecido por “rede”, na verdade uma “terra de ninguém” onde qualquer um pode escrever qualquer coisa, até uma asneira e, com um clique, “imprimi-la” no ar, onde ficará à disposição da humanidade inteira. É o caso. Destilando o famoso “ódio ao PT”, seu autor começa a desenrolar sua longa lista de indignação dizendo que a presidente começa mal seu segundo mandato ao “permitir que mais um dos seus comparsas, José Dirceu, cumpra sua sentença em prisão domiciliar!” Sic! Vou repetir três vezes (como quem bate toc! toc! toc!), porque a afirmação é lunática: sic! sic! sic!

    Só vou perder mais um minuto do meu tempo para lembrar ao leitor aquilo que qualquer pessoa minimamente informada sabe: processar, julgar, condenar e executar sentenças, no Brasil, não é da competência do Executivo, para o qual Dilma foi reeleita, e sim do Judiciário, que age de acordo com o que a lei prescreve. Assim, o que o Senhor José Rubens escreve não é uma informação, não é uma opinião, não chega sequer a ser um comentário no sentido exato do termo: porque comentários reportam-se a fatos, e a afirmação de que Zé Dirceu está agora em casa (onde deverá dormir todas as noites e, parece, não poderá nem tomar uma cachacinha antes da feijoada dos sábados [quá quá quá]) porque a compañera Dilma permitiu, não tem nada a ver com a realidade. É uma afirmação sem pé nem cabeça, dessas que têm livre circulação em botequins, onde se bebe cachaça, se joga dominó, onde se fala mal da mulher do próximo, onde o lero-lero que ninguém leva a sério corre solto. Conversa fiada que ali mesmo morre, quando o derradeiro “bebum” vai embora.

    Mas, nos tempos que estamos vivendo, o leriado assume a dignidade de texto! Eu, hein? Vou voltar aos meus livros.

    Luciano

    • Voce tem razao, Luciano. Dilma não pode prender nem soltar ninguem. Ocorre meu amigo que a candidata repetia a cada debate e em cada propaganda eleitoral que ela estava combatendo a corrupção. Ela? Como ela? Não era a policia federal, o ministério publico e o judiciário, todos orgaos do Estado? Ora, se a presidente da República (ela ainda o era quando candidata) pode dizer uma asneira desta, nao surpreende que os seus criticos tambem o façam. Ah! Estava em campanha e tudo vale na dita cuja. E como ela sabia que não era responsavel pelo combate à corrupção, o que dizia não era asneira, era mentira e manipulação. Pior, não te parece?

  4. Caríssimo Luciano:
    Somente o seu bom humor para me consolar das asneiras raivosas do Senhor Rubens, as quais me lembram o discurso da velha TFP. Anti Comunista, homofóbico e conservador no sentido mais pejorativo da palavra. Cego pela sua limitada visão de mundo, esquece o estrago que a Santa Madre Igreja Católica fez ao longo dos séculos: inquisição, apoio e suporte intelectual aos milhares de genocídios durante as colonizações espanholas, e outras mais.
    Do cristianismo – que afirmo, deve-se sempre isolar da trajetória oficial da Igreja – respeito seus valores humanos e civilizatórios, e admiro principalmente os primeiros cristãos. Dentre todos se destaca São Paulo, que sem ele o cristianismo teria morrido na sua origem. Mas, para dar um nó na cabeça dos milhares de Rubens, se formos analisar as belas epístolas desse Lenin do cristianismo, fica evidenciada sua enorme luta interior para lidar com seu homossexualismo.
    Ou seja, a sexualidade não é referência válida para se julgar o valor do sujeito. Tem tanta importância quanto ser careca ou barrigudo.
    Um forte abraço.
    J.Rego
    P.S O Caríssimo no início é uma homenagem ao São Paulo, muito usado por ele em suas epístolas.

  5. Take it easy, Sérgio…

    Combater a corrupção não é uma atividade estranha ao Poder Executivo, de que, aliás, a Polícia faz parte.
    Nesse sentido, a compañera Dilma não disse nenhuma asneira. Sorry.
    Ela estar combatendo a corrupção, se realmente está, acho ótimo!
    Agora, indiciar, julgar, condenar e executar a sentença, aí, sim, já não é tarefa do Executivo, pelo menos num estado de direito.
    É exatamente o que aconteceu no caso do Mensalão e, esperemos, deverá ocorrer no caso do Petrobão.

    Abração,

    Luciano

  6. Que prazer em revê-los meus críticos! Como é bom poder novamente ler os comentários após um ano do trágico mandato da nossa presidenta! Como é bom poder observar o Dirceu na cadeia novamente e o tamanho aparelhamento do estado nas gestões petistas, a prostituição do PT e o jogo das cadeiras no congresso, e quanto mais o tempo passa mais os brasileiros podem ver o quanto nós estamos afundando num caos de lama, corrupção, e promiscuidade politica! Agora eu pergunto, depois de um ano vocês continuam defendendo com unhas e dentes este governo,que a cada dia que passa prova sua incompetência e sua bandidagem, um partido em que o próprio fundador entra com pedido de impeachment! O que dizem agora os defensores mimimi do partido! O cerco cada vez mais fechado, o navio cada vez mais afundado neste lamaçal, as onças se afogando cada vez mais nesta podridão? O que dizer do fatiamento da operação lava jato em busca de proteger as cobras, o que dizer? É absurda a hipocrisia de pessoas quando se beneficiam deste esquema bandido de governo que aí está! Não defendo qualquer partido, e quero que os bandidos sejam todos presos, independentemente se usa toga, farda, paletó ou uma bermuda! Bandido bom é na cadeia, e se DEUS quiser vamos botá-los todos atras das grades, doa a quem doer, custe o que custar.

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