Alicerce – Teresa Sales
Crônica é sub-leve, nuvens passageiras. Romance tem mais sustança. Os alicerces ficaram, contudo, enterrados por muitos anos, décadas. Conto agora ao leitor algum deles.
consulte Mais informaçãoCrônica é sub-leve, nuvens passageiras. Romance tem mais sustança. Os alicerces ficaram, contudo, enterrados por muitos anos, décadas. Conto agora ao leitor algum deles.
consulte Mais informaçãoLembrei-me um dia desses do filósofo inglês John Locke (1632 – 1704), especialmente do seu Segundo Tratado sobre o Governo Civil, aparecido em 1689, ao ler matéria sobre um relatório da Oxfam informando que seis bilionários brasileiros concentram uma riqueza igual à renda dos 100 milhões de brasileiros mais pobres.
consulte Mais informaçãoRua sete de setembro, centro do Recife, na frente da extinta Livro 7, carnaval de 2018. Ali volto, como faço todos os anos no Sábado de Zé Pereira, em busca do que sobrou do “Nóis sofre mais nóis goza”. Busco rostos conhecidos, alguns dos quais encontrava ritualmente uma vez por ano.
consulte Mais informaçãoIr até Estrasburgo e visitar o que ele chamava de seu retiro, nem tinha me passado pela cabeça seriamente. Foi minha mulher que se saiu com a ideia durante uma viagem a Paris, cidade que nos remeterá sempre a ele.
consulte Mais informaçãoO Diário do Pina viajou ontem para o Poço da Panela. Vestiu fantasia, colocou máscara e foi brincar. Aqui na minha terra, no carnaval, não se dança, não se samba: se brinca. Comprei uma máscara nova quando começaram as prévias do carnaval deste ano, na mão de uma artista, Guya.
consulte Mais informaçãoO dobre de finados já tangeu o primeiro mês de 2018, e o novo ano parece ir repetindo as “chacrinices” do velho: Lula vai para a cadeia, ou não vai? Luciano Huck vai para o trono, ou não vai? Ando cansado de tudo isso, e acho que muita gente também.
consulte Mais informaçãoPedir desculpas pela objetividade, e muitas vezes pela contundência, é o que manda a boa norma. Mas a marca identitária paulistana aflora quando o sujeito alega que a rudeza de modos advém do fato de que trabalhou no mercado financeiro, onde tudo é “pão pão, queijo queijo”.
consulte Mais informaçãoUm dos encantos das pequenas cidades – a João Pessoa da minha infância poderia ainda enquadrar-se nessa categoria – é a presença de tipos populares, que ganham notoriedade por alguma característica física, ou mental, que apresentem.
consulte Mais informaçãoSe esse diário fosse postado em tempo real, os leitores poderiam ficar sabendo antes da TV e das redes sociais e sobretudo dos jornais escritos (nos quais as notícias são da véspera). Ficariam sabendo que quando voltei da caminhada, às 6:30 da manhã, acabara de cair um helicóptero da Globosat.
consulte Mais informaçãoMuitas vezes deploramos a impossibilidade de reviver sensações de encantamento, e muito menos de não mais poder reatar com o frescor das emoções então avivadas, quando vielas ainda eram fadadas a virar avenidas.
consulte Mais informaçãoSob vários aspectos a vida de Antonio Lucio Vivaldi (1678-1741) foi tão intensa quanto sua música. Filho de violinista, seguiu os passos do pai enquanto estudava para o sacerdócio – passando a ser conhecido futuramente como “Padre Ruivo” …
consulte Mais informaçãoNa primavera do ano passado, plantei no quintal de seu Elias, meu vizinho da frente, um coqueiro e uma castanhola. Duas árvores que apreciam a terra arenosa e salgada à beira mar. Coqueiro é coqueiro. Ou pé de coco.
consulte Mais informaçãoHoje tive oportunidade de observá-lo com mais vagar. Há três anos, ainda era um homem rijo e atento. Se me visse então a dissecá-lo com esse interesse quase científico, é certo que teria se dado conta e reagido de imediato. Havia muitas formas de fazê-lo.
consulte Mais informaçãoDois meses atrás, cheguei a uma casa simpática e acolhedora, aqui em São Paulo. Da rua, quase não vem barulho, salvo pelos estampidos deflagrados por um ou outro motoqueiro apressado.
consulte Mais informaçãoAs garrafas de cerveja sacolejavam de traz pra frente e vice-versa, aos bruscos movimentos do metrô da Green Line de Boston. Vagões pequenos de um trem que parece, ainda hoje, de brincadeira; verdes, por óbvio.
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