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Penso, logo duvido.

4 Mensagens de áudio em recifês – Fernando Dourado

Posted on jul 3, 2020

Tás vivo, Dourado? Rapá, que alegria arretada, bicho. Minha irmã disse que tu tava vivinho da silva, arengando política no computador. Eu jurava que tu tinha era abotoado o paletó, cabra da gota serena.

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Reflexões sobre 100 dias em Paris – Fernando Dourado

Posted on jun 26, 2020

Quando fiquei na mesma cidade 100 dias consecutivos? Quando dormi 100 noites na mesma cama pela última vez? Quando acordei com a mesma paisagem à volta, tendo como uma única diferença a intensidade da luz que vinha de fora?

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Sobre escrever um romance – Fernando Dourado

Posted on jun 12, 2020

A sexta-feira parisiense, dia dos Namorados no Brasil, amanheceu digna de um outono, mesmo sendo quase verão. Em fase de finalização de um trabalho de fôlego, ou pelo menos eu assim o julgo, abri a janela e me alegrei ao ver que o céu estava baixo…

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Fiapos de conversas com mamãe – Fernando Dourado

Posted on maio 22, 2020

Fácil, fácil, não é. Sinto saudades quando ligo daqui de Paris e a tenho do outro lado da linha. Imagino-a vendo o verde de Parnamirim, lá do alto. Mais do que obrigação, trata-se mesmo é de afogar a alma em boas reminiscências, de tentar ver o mundo que ela está enxergando. 

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Do COVID-19 a Mourão: uma crônica glocal – Fernando Dourado

Posted on maio 15, 2020

Desde a segunda-feira última, a França está desconfinada. Se muitas e nebulosas são as normas que regem o deslocamento interdepartamental, e já nem falo do internacional, certo é que mesmo numa zona onde o vírus voeja à solta, como na parisiense…

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Escuta, Israel – Fernando Dourado

Posted on maio 8, 2020

A semana que passou tinha tudo para ser a mais feliz de 2020 – até agora, pelo menos, a despeito das circunstâncias anormais. Como tenho tentado fazer ano após ano, os últimos dias de abril assinalariam o lançamento de um livro novo em Portugal, onde as editoras são menos preguiçosas. 

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Primeiro de Maio numa Paris confinada – Fernando Dourado

Posted on maio 1, 2020

Sou caseiro, no geral. Descobri que para mim não chega a ser sacrifício ficar amoquecado na sala – por acanhadas que sejam as instalações, e por tentadora que possa ser a cidade onde esteja. É verdade que não estou nem tão mal acomodado assim nem tampouco Paris se parece com o que costuma ser.

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Paris: expectativas de primavera – Fernando Dourado

Posted on abr 24, 2020

As pessoas em Paris passaram a dormir pensando no dia 11 de maio. Quando chegar essa segunda-feira, todos nós que estivemos fechados em nossas casas, teremos de volta, em tese, o direito sagrado de ir e vir à hora que quisermos, para onde quisermos.

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Na estação Censier-Daubenton – Fernando Dourado

Posted on abr 17, 2020

Há pelo menos dois inconvenientes quando se caminha com aquela máscara acoplada ao nariz e boca. Pois sendo ela de um não-tecido meio ordinário, que trouxe do Brasil em uma grande caixa de cem unidades, ela provoca uma coceirinha nas narinas que nos faz querer a todo momento esfregá-las.

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Parisienses – Fernando Dourado

Posted on abr 10, 2020

Hoje vou testar um recurso tecnológico que há tempos me intriga. Trata-se do programa de computador que me permite falar ao microfone, e as palavras vão aparecendo na tela sem que eu tenha que digitar as letras.

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Amanhecer e anoitecer em Paris – Fernando Dourado

Posted on abr 3, 2020

A jornada começa com um despertar que não vinga. Por força do hábito, pela idade, e agora pelo estado de alerta que permeia os tempos de coronavírus, acordo às 6 da manhã, muitas vezes antes – quando no Brasil ainda é 1 hora, se tanto.

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Sitiado em Paris: a pedagogia da epidemia – Fernando Dourado

Posted on mar 27, 2020

Hoje fiz de novo o que venho fazendo nos últimos dias. Para me manter ao abrigo das interpelações dos policiais, e para não ter que mostrar-lhes uma espécie de salvo-conduto ideado para desestimular as saídas dispensáveis…

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Paris nem sempre é Paris – Fernando Dourado

Posted on mar 20, 2020

“Diga em que parte da cidade você está para eu ficar com inveja”, escreveu um amigo, certamente movido pelo propósito nobre de me levantar o ânimo soturno. De frente à praia, certo de que a vista do mar não lhe faltará, aconteça o que acontecer…

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Liszt Ferenc Tér – Fernando Dourado

Posted on mar 13, 2020

Sempre quis ficar num apartamento aqui na região de praça Liszt, em Budapeste. Mas nunca encontrei nada a preço que pudesse pagar sem dor na consciência. Na maioria das vezes, tratei de me hospedar pelas bandas ribeirinhas de Peste…

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No Balaton – Fernando Dourado

Posted on mar 6, 2020

Em meados de janeiro, morreu a filha de um amigo escritor. Longe de São Paulo, fui tomado pelo desespero de não poder estar com ele naquela hora. Não que soubesse o que dizer, ou que sequer intuísse com que palavras tentaria aplacar a dor de um pai a caminho dos 80 anos…

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Pedido de conselho – Fernando Dourado

Posted on fev 21, 2020

“O senhor não perguntou, mas eu vou dizer: A empresa dona desta van faz transporte VIP desde Tessalônica, na Grécia, até Viena”

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Belgrado – Fernando Dourado

Posted on fev 7, 2020

Tem cidades que nos marcam mais pela sensação que deixaram do que pela lembrança de monumentos e pontos de visitação. É esse seguramente o caso de Belgrado, então capital da Iugoslávia, onde estive pela primeira vez em fevereiro de 1978, numa incursão pioneira aos países do Leste.

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2020 em Girona – Fernando Dourado

Posted on jan 17, 2020

Fiquei plantado na janela a partir de meia-noite e poucos minutos, só vendo a banda passar. As pessoas tinham acabado de ouvir as doze badaladas da catedral de Girona, já tinham comido as doze uvas regulamentares e desciam para o baile na praça da Universidade.

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Um elefante em Ginza – Fernando Dourado

Posted on jan 3, 2020

O que você está me pagando é muito pouco para que eu lhe dê as melhores respostas do mundo, para ser bem franco. Veja só o exemplo do jornal para o qual você trabalha. De vez em quando eu entro no seu site para ler uma matéria.

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Nua e crua: a história de Ferenc Kuhn – Fernando Dourado

Posted on dez 20, 2019

“Deixe-me dizer uma coisa. Eu deveria ser um desses indivíduos que só têm a agradecer a Ferenc Kuhn pela pessoa que ele é. Para que você tenha uma ideia, nunca abri uma exposição minha – seja em Szentendre ou na galeria Várfok – sem que Ferenc fosse um dos primeiros a adentrar o recinto…

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Un jardin sur le Nil – Fernando Dourado

Posted on dez 6, 2019

O mais difícil na vida talvez seja começar. É o que digo às minhas poucas amigas, é o que sempre disse a meus dois filhos, e era o que dizia ao pai deles, o homem que sumiu de minha vida há tantos anos, mas cujo rosto revejo cada noite antes de adormecer.

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Polska – Fernando Dourado

Posted on nov 22, 2019

O enorme prédio da rua Emilii Plater abriga tanto residentes quanto forasteiros, que ali chegam para uma ou mais noites. A grande vantagem dele, na falta de contar nem com conservação adequada nas áreas comuns nem com bons elevadores…

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O urubu Tiburtino e o pintor Zé Cláudio – Fernando Dourado

Posted on nov 8, 2019

Todo homem tem histórias que não se cansa de ouvir. Não sei ao certo quantas vezes minha mãe contou a mim e a meu irmão “A festa no céu”. Tratava-se de um urubu que se vangloriava perante o sapo das delícias que o esperavam no monumental evento.

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Antes pelo contrário – Fernando Dourado

Posted on out 25, 2019

Querida Catherine, como tenho feito cada vez mais nos últimos meses, vamos direto ao que interessa e deixemos as lantejoulas e os adereços para o final, se é que você vai ter paciência de acompanhar sua velha amiga até o fim desta carta que, prometo, nessa edição será sintética.

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As taças Riedel – Fernando Dourado

Posted on out 18, 2019

“É claro que eu fiquei muito constrangida quando a Paula me falou que ele vinha almoçar conosco. Mais do que isso, fiquei mesmo foi apavorada. Como assim, eu perguntei. Então, bobamente, ela respondeu que ele queria muito nos ver.

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Amigo é pra essas coisas… – Fernando Dourado

Posted on out 11, 2019

“Eu agradeço mesmo que você tenha aceitado esse convite, rapaz. Um almoço é pouco tempo, mas já é alguma coisa. Eu sou até capaz de dizer que boa parte dessa desorientação que me aflige decorre da falta de bons amigos com quem conversar.

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Enlevo e emoção – Fernando Dourado

Posted on set 27, 2019

Sr. Editor, longe de ser eu a pessoa mais abalizada para dar referências ao eclético meio literário português, recebi com alegria o desafio que me lançou  de deslindar num arrazoado breve as razões pelas quais vossa estimada Casa deveria publicar…

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Matzeivá – Fernando Dourado

Posted on set 13, 2019

Sentado no terraço do “La Rotonde”, bem ali no coração de Montparnasse, Maurício tentava se concentrar nas “Lettres d´Orient”, de Flaubert, tendo à frente um copo de Muscadet, um pires onde deixara duas moedas, um cinzeiro vazio e o telefone que, mais por hábito adquirido do que por necessidade real, ele olhava de relance.

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Dia de setembro em Juiz de Fora – Fernando Dourado

Posted on set 6, 2019

Setembro de 2018 foi um mês magnífico. Olhando em retrospectiva, o que mais lhe conferiu sal e pimenta foi o fato de que durante as três semanas que passei em Chicago, conheci as emoções fecundas e ambíguas de testar os meus limites – para o melhor e para o pior.

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O enterro do padre Gabriel – Fernando Dourado

Posted on ago 30, 2019

Em 28 de outubro de 1969, eu estava com um pé fora do colégio São Luís, ali na avenida Rui Barbosa, num Recife já então banhado das cores de fim de ano. Meses antes, fora aceito no Ginásio de Aplicação, localizado na acanhada rua Nunes Machado…

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