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Penso, logo duvido.

Experiência teatral na Aliança Francesa do Recife – Fernando Dourado

Nos anos 1970, o grupo de teatro da Aliança Francesa do Recife começou a se formar ainda no endereço da rua Barão de São Borja, no bairro da Boa Vista. O melhor centro para aprendizado de francês do Nordeste, e seguramente um dos melhores do Brasil…

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A última semana de um certo mês de Julho – Fernando Dourado

Não sei se deveria dedicar tanto tempo ao noticiário impresso. Não bastassem as incursões pelas redes sociais (cada vez menos frequentes, é verdade), por que sacrificar momentos preciosos em que poderia me entregar às caminhadas, com a leitura dos jornais em papel…

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O enterro do general – Fernando Dourado

Hoje Florence veio me visitar. Eu até imaginava que ela fosse trazer a pequena Francesca para desanuviar os ares, para ajudar-nos a desarmar os espíritos hostis que têm prevalecido entre nós, e cujas trocas andam, para dizer pouco, um tanto travadas desde a morte do pai dela.

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Netuno – Fernando Dourado

Primeiro foi só uma impressão, quase esperança.
Mas quando Demétrio Castro reconheceu a garçonete que, desengonçada, atendia no Pachamama, de imediato se sentiu um homem renovado, um ser humano quase feliz.

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A senhora Li, a operadora de eclusas – Fernando Dourado

Wu disse que fiquei corada quando o juzhang  Cheng fez a saudação de praxe no salão de banquete da prefeitura. “Para a camarada Li, hoje promovida a gerente de operações, tornando-se nossa primeira zong jingli. Que permita pois a nossas balsas transportar toda riqueza possível…

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Carta a Portugal – Fernando Dourado

Todos os detalhes estavam finalizados. Entre o feriado de 1 de maio de 2019 e o domingo seguinte, passei ao editor a minibiografia pedida, os textos sugeridos para a contracapa e as badanas – nome que se dá em Portugal às orelhas dos livros -, e batemos o martelo com respeito à capa.

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Quase réquiem para Ed, o gato – Fernando Dourado

“And let me touch those curving claws of yellow ivory; and grasp the tail that like a monstrous asp coils round your heavy velvet paws”.  Oscar Wilde  

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Um roteiro de filme: saia curta, sem sutiã e calcinha de renda – Fernando Dourado

Berta Kubits mandou uma orquídea para a psicanalista no dia 6 de maio. “Pelo teu dia, com carinho e gratidão. Beijos, Berta. PS – Ele chegou. Jantamos ontem e vamos viajar hoje. Na volta, te conto tudo”. Àquela altura, na verdade, a última coisa que passaria pela cabeça de Berta é que, por uma razão nada fortuita, não haveria a volta.   

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O mal não pede licença – Fernando Dourado

“Quietinha, dona, quietinha, baixe a cabeça, não olhe pra gente, viu. Se não conseguir fechar os olhos, olhe pro chão, tá ouvindo? Mas não olhe pra gente porque se olhar, vai ficar ruim pra senhora, entendeu? A senhora não era pra estar aqui, dona.

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Sobre Pelé – Fernando Dourado

Pelé está bem doente. Como sabemos, ele é eterno na dimensão do futebol. Daqui a 100 anos, gerações ainda conversarão sobre o Rei, muito embora a escassa documentação de seus feitos – comparada ao acervo de outros craques que eclodiram no começo do milênio -, o deixará em alguma desvantagem.

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Rua do Recife, 122 – Fernando Dourado

A rua do Recife não poderia deixar de ser para mim, ontem como hoje, a mais importante de Garanhuns, senão também do mundo. Pois foi no número 122 que moraram mamãe, suas irmãs e irmão – sendo ela Lucy, as irmãs Nicinha, Dulce, Lígia e Maria Ana, dita Bebé…

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Da Itália à Suíça – Fernando Dourado

Hoje acordei bastante mal. Ou apenas razoavelmente mal – convém relativizar para achar um meio termo, ainda que seja na linguagem. O céu estava azul, e as camélias, magnólias e castanheiras estão em plena floração lá pelas bandas do lago Maggiore.

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De meu avô sobre Sevilha – Fernando Dourado

A caminho da casa do avô, Elisa teve a premonição de que aquela seria a última visita que lhe faria. Na semana seguinte, viajaria sem data para voltar. Se tudo corresse bem, iria ficar na Áustria, estação após estação, à medida que o trabalho conhecesse…

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Um quadro para a Dra. Laila – Fernando Dourado

Então Alba estacou diante da casinha, endereço provável do avô, pai da mãe, e eu nada disse. Cirilo, o grosseirão que eu tirara à custa do boteco minutos antes para nos levar àquelas brenhas de moradas decadentes e cor de sujeira antiga, olhou para mim como se perguntasse o que eu esperava dele.

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Blue Monday – Fernando Dourado

Esta manhã, despertei em Dresden. Mal coloquei os pés no chão, já fui pensando em dar-lhe notícias, meu caro editor. Na verdade, para efeitos da conversa que teremos, pouca diferença faria escrever-lhe da beira do rio Elba ou do São Francisco.

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Mitteleuropa – Fernando Dourado

Berto e Isa são os pais de Beatriz, Cíntia e Guilherme, este o caçula, por todos também chamado de Gui. Se os pais não formam um casal fusional, não seria exagero dizer que eles conheceram mais momentos bons do que ruins, e que estão dispostos a se ajudar mutuamente…

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O labrador da discórdia – Fernando Dourado

Quem já teve um labrador em casa ou mesmo no apartamento, sabe da doçura dessa raça de índole hiperativa, incansável na hora de correr atrás de uma bolinha para devolvê-la ao arremessador. Como lhe ignorar, ademais, a euforia contagiante quando o dono pega a coleira na gaveta…

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O voo TK 1828 ou digressões sobre um tormento – Fernando Dourado

Vistas da janela, as luzes da torre Eiffel tremeluziram à distância por menos de um minuto até que as nuvens baixas reduziram a paisagem a enormes chumaços de algodão cinzento, que as asas do avião iam laminando.

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Haute Cuisine: um almoço no “Au Crocodile” – Fernando Dourado

Quase todo dia, nas deambulações que faço em ziguezague pelo Mercado de Natal de Estrasburgo, passo pela rue d´Outre. Trata-se na verdade de um beco ricamente ornamentado, bem atrás do imenso pinheiro cheio de guirlandas da praça Kléber que…

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Anotações Apressadas da Alsácia – Fernando Dourado

A quinta-feira transcorria muito bem e eu queria aproveitar o último entardecer antes da inauguração do mercado de Natal de Estrasburgo para ver o filme “Amanda”, bastante elogiado pela crítica e ambientado numa Paris pós-atentados.

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Sobre Carlos Ghosn – Fernando Dourado

“O que se comenta aqui no Líbano é que Carlos Ghosn é 100% dos nossos. O avô dele foi para a fronteira Brasil-Bolívia na época do boom da borracha. O pai dele casou por lá também com uma libanesa vinda da África. Como você sabe, há séculos temos sírios e libaneses vivendo na Nigéria.

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Bolso Leaks – Fernando Dourado

“Sr. Presidente, recebi com desolação a notícia de que Vossa Excelência infelizmente não vai poder vir à posse do novo presidente brasileiro. Quando atinei para a data do evento, e na qualidade de vosso humilde Embaixador em Brasília, julguei que era chegada a hora de mostrar a Lady Kwanza a propriedade de que havíamos falado.

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Comunicados Interceptados – Fernando Dourado

“Que seja portanto registrado junto à Sua Majestade Real, Aquela que tem sob Sua Iluminada Custódia as Duas Mesquitas Sagradas, que a presença de Sua Alteza o Príncipe Herdeiro Mohammed bin Salman bin Abdul Aziz bin Abdul Rahman bin Faisal bin Turki bin Abdullah bin Mohammed bin Saud

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Pequeno Atlas Sentimental de A a Z – Fernando Dourado

Atenas – Quem conhece Atenas, Grécia, associa a região da Plaka às galerias de arte e às tavernas que se espalham pelos terraços ornados de rosas brancas. Nos canteiros floridos, gatos preguiçosos contemplam turistas com indiferença.

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Como Aznavour mudou minha vida – Fernando Dourado

Amanhã, dia 5 de outubro de 2018, talvez à mesma hora da publicação deste simulacro de réquiem na revista “Será?”, o jovem Emmanuel Macron falará para a França e o mundo diante do caixão do ator e cantor Charles Aznavour, no pátio interno dos Inválidos, em cerimônia de poucos precedentes em local tão simbólico.

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Abundância: o discurso misericordioso de magnânimos, ardilosos e benevolentes – Fernando Dourado

“Puxa, cara, estou genuinamente sentido por você. Nunca tive ilusão de que não estávamos em lados opostos do espectro político. Sempre soube que sim. Menos mal que isso quase nunca abalou nossa amizade.

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Dor e luz – Fernando Dourado

Em plena manhã desta quinta-feira, 6 de setembro de 2018, despertei ilhado em Oak Park, subúrbio de Chicago. Chovia muito. Esperando que o calor arrefecesse com a água abundante, levantei da cama lentamente para atender ao aviso sonoro, indicativo de que uma mensagem prioritária acabara de entrar.

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Vida e morte em Varanasi – Fernando Dourado

O ano se encaminhava para o fim e eles saíram de Nova Déli logo cedo, por volta das sete horas. Segundo o concierge do hotel, antes deste horário a neblina não os deixaria progredir e o trajeto seria temerário. Já se viajassem apenas um pouco mais tarde, os engarrafamentos os impediriam de avançar a boa velocidade…

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A aposta de Florisvaldo Manga – Fernando Dourado

Fizesse chuva ou sol, estivesse o médico no Rio de Janeiro ou fora da cidade, Neco Borborema, um paraibano com alma mineira, tinha autorização de Dr. Florisvaldo Manga para jogar por ele na Mega-Sena sempre que o valor do prêmio anunciado ultrapassasse os R$ 20 milhões.

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Once upon a time in Paris – Fernando Dourado

Tudo começou com um passeio ao cemitério de Montparnasse, um local aprazível para celebrar os primeiros dias de primavera. Logo à entrada principal, poucos passos à direita, estão lado a lado os túmulos de Jean-Paul Sartre e Simone de Beauvoir.

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