O processo de impeachment contra o presidente Fernando Collor de Mello, em 1992, se acelerou depois da revelação pelo seu motorista, Eriberto França, de que o Fiat Elba que dirigia para o presidente teria sido pago por PC Farias, tesoureiro da campanha, com contas fantasmas que confirmavam a corrupção no governo. As informações do motorista explodiram como uma poderosa bomba num ambiente de enorme desgaste e insatisfação dos brasileiros com os desmantelos do governo de Collor. Existia a evidência de corrupção, mas o processo foi essencialmente político e refletia a rejeição dos brasileiros ao governo por conta do bloqueio da poupança, da acelerada abertura externa da economia e do descontrole da inflação, desagradando a todos os grupos sociais. Agora foi um zelador e o denunciado o ex-presidente Luís Inácio Lula da Silva, que seria proprietário de um apartamento triplex em um edifício no Guarujá, onde a empreiteira OAS teria investido 770 mil reais numa ampla reforma. O ex-presidente nega ser proprietário do triplex. Mas o zelador, José Afonso Pinheiro, contou à Polícia Federal que Lula e sua esposa teriam visitado o apartamento mais de uma vez durante as obras da empreiteira, confirmando a informação. O triplez pode ser o Fiat Elba de Lula. Claro, ao contrário de Collor, Lula não é mais presidente e não tem nenhum cargo ameaçado por um eventual processo. Mas a “alma mais honesta deste país” tem a sua imagem pública altamente comprometida diante dos brasileiros, principalmente daqueles poucos que acreditaram nessa piada. Além disso, desmoralizado o mito Lula, o que sobra do Partido dos Trabalhadores? E como sobrevive o governo Dilma Rousseff, já tão desgastado quanto o ex-presidente Collor quando na iminência do seu impeachment?
Postagens recentes
-
O protetorado bolivariano de Trump – Editorialjan 9, 2026 -
-
-
Medo e Fascismojan 9, 2026 -
Brasil, um país tradicionalistajan 9, 2026 -
2026: RETORNAR À ALTERIDADEjan 9, 2026 -
-
Última Páginajan 9, 2026 -
O ano de 2026 será melhor. Será? — Editorialjan 2, 2026
Assinar Newsletter
Assine nossa Newsletter e receba nossos artigos em seu e-mail.
comentários recentes
- Humberto P Espinola janeiro 13, 2026
- helga hoffmann janeiro 11, 2026
- CLEMENTE ROSAS janeiro 11, 2026
- Proust janeiro 9, 2026
- helga hoffmann janeiro 9, 2026
américa latina A Opinião da Semana bolsonarismo Bolsonaro Brasil Clemente Rosas COP30 crônica cultura David Hulak democracia Direitos Humanos Editorial Elimar Pinheiro do Nascimento Eli S. Martins Encômio a SPP Fernando da Mota Lima Fernando Dourado Frederico Toscano freud Geopolítica Helga Hoffmann Ivanildo Sampaio Jose Paulo Cavalcanti José Arlindo Soares José Paulo Cavalcanti Filho João Humberto Martorelli João Rego Literatura Livre pensar Luciano Oliveira Luiz Otavio Cavalcanti Marco Aurélio Nogueira Maurício Costa Romão memória Paulo Gustavo Política política brasileira psicanálise Relações Internacionais Revista Será? STF Sérgio C. Buarque Teresa Sales Trump
Como diz vários autores, a história não é feita só por processos mas por acontecimentos tbm.
Xô.
Chega.
Tchau, cambada de ladrões.
Ninguém aguentar mais essa turma.
Dez anos de atraso.
Por favor, peguem seus bonés e disparem.
Se Eriberto Fança mereceu crédito; por que não se dar crédito ao zelador José Afonso Pinheiro
Existem, embora procurados pela defeza, argumentos contra o fato? Muito embora a “justiça” seja outra…