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Penso, logo duvido.

Liberdade e Privacidade – Editorial

Roberto Carlos, artista que conseguiu na justiça impedir a publicação da sua biografia.

Roberto Carlos, artista que conseguiu na justiça impedir a publicação da sua biografia.

A liberdade de expressão e a privacidade do cidadão são elementos centrais da vida em sociedade e da democracia. A garantia de ambos encerra, contudo, contradições que demandam uma análise cuidadosa e, na medida do possível, negociação entre as partes interessadas. Decisão unânime do STF – Supremo Tribunal Federal-, nesta semana, liberou a publicação de biografias não autorizadas pelo biografado ou suas famílias, encerrando uma polêmica gerada pela desautorização da publicação da biografia de Roberto Carlos. De acordo com os ministros do STF, a proibição de qualquer publicação constitui uma censura prévia que compromete a liberdade de expressão e de informação e essa liberdade é um conceito central da democracia. O direito dos biógrafos, contudo, termina quando ameaça a preservação da vida privada das pessoas. E como as biografias, mesmo de pessoas públicas, costumam avançar no terreno da vida privada, emerge o conflito entre interesses e direitos: entre os que publicam e os que são biografados. Conforme a legislação, esse conflito deve ser avaliado e julgado a posteriori, podendo levar à aplicação de punições para os abusos, as inverdades e as calunias. A exposição da vida privada de personalidades públicas, sobretudo se são pessoas ainda vivas, não seria uma invasão da sua privacidade? Daí porque deve ser limitada às suas atividades públicas, evitando a vida privada.

6 Comments

  1. ( DEMOCRACIA )
    há uma tremenda confusão democracia e vontade de um grande conjunto de pessoas para decidir algo no município no estado no pais! não para se meter na vidas das pessoas.

  2. A conclusão do Editorial é uma interrogação que ele próprio responde: a biografia deve limitar-se à esfera pública do biografado, pelo menos quando este é ainda vivo. Discordo. Biografados são, por definição, pessoas públicas. Mais que isso, aspiram a essa condição. Se uma pessoa pública não ambicionasse ser famosa, portanto pública, não tornaria pública a sua obra. Hoje então, na histeria da cultura narcisista, todo mundo quer ser famoso. O mundo está cheio de famosos sem nenhuma importância, gente que não realizou obra de nenhuma importância. Ora, se tantos buscam a fama, não raro a qualquer custo, por que teriam o direito de determinar o conteúdo de suas biografias? É claro que há biografias caluniosas e sensacionalistas. Cabe à lei, atuando a posteriori, decidir legalmente sobre esses crimes de invasão de privacidade. Uma das loucuras do nosso tempo é censurar biografia num mundo onde o sonho da maioria é ser vitrine, passarela, manchete…
    Defendo a liberdade de expressão. Por isso já critiquei aqui, a propósito deste mesmo assunto, o papel deplorável que gente como Chico Buarque e Caetano Veloso desempenhou no curso dessa decisão polêmica. Roberto Carlos viveu e vive sob a luz dos refletores, expôs em canções assuntos que quer proibir na obra do seu biógrafo e tem usado todos os recursos legais para censurar sua biografia. Se queremos liberdade, é justo que a biografia seja liberada e depois disso ele se defenda legalmente como puder.Ele e quem mais se sentir invadido ou caluniado. O que é absurdo é alguém que vive no e do palco querer que o biógrafo mostre apenas o que ele quer que o público veja no palco.

  3. Ia escrever alguma coisa, mas vem o Fernando e escreve exatamente o a minha opinião, inclusive sobre a indecisão do Editorial.Você colocou, meu camarada Fernando, as coisas como ela são, e destacou o reino do narcisismo sobre esta discussão. Que absurdo esta pretensão do Rei do Ieiê querer preservar seus mais profundos segredos – quais seriam esses, afinais? Que tem uma perna mecânica ou que, não, não é uma perna, é apenas uma rótula….Então vá ser granjeiro, plantador de soja, ou coisa semelhante. E vem seu advogado,Kakay, mais narcisista do que ele, dar show no STF, brincar sobre seu amor pelo Cruzeiro e ódio ao Atlético, que se um biógrafo o chamar de atleticano, era se considerará insultado. Quanta idiotice, meu Deus. Quanto tempo perdido pelo nosso STF.

  4. Manifesto meu mais completo acordo com o comentário de Fernando da Mota Lima sobre o desfecho do Editorial. Ora, biografia que se limite à vida pública do biografado, seja ele quem for, até um santo, não é verdadeiramente uma biografia.

  5. Concordo com Fernando da Mota Lima. Se o biografado sentir-se ofendido que vá à justiça. Chega de censura.

  6. Só temos que concordar com os comentários acima.
    Se é para mostrar só as belezas, vira Cartão Postal.
    Esconde o outro lado.

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