Pages Navigation Menu

Penso, logo duvido.

Não vai ter sangue! – Editorial

Editorial

Criança no ombro do pai nas manifestações de 13 de março de 2016 – autor desconhecido.

Criança no ombro do pai nas manifestações de 13 de março de 2016 – autor desconhecido.

Um dia antes da decisão do PMDB de abandonar o barco à deriva e afundando rápidamente, o senador Humberto Costa foi à tribuna do Senado para advertir ao vice-presidente Michel Temer que ele “será o próximo a cair”. Consciente ou inconscientemente, o líder do governo fala como se já estivesse na oposição. Com a saida do PMDB da base aliada, são poucas as chances de sobrevivência do governo ao processo de impeachment. Para completar o quadro desesperador da presidente Dilma Rousseff, a última pesquisa de opinião do IBOPE mostra que 69% da população brasileira não aprova o seu governo, 80% não confia na presidente e 89% desaprova a sua forma de governar. Pesquisa não é eleição, claro. Mas este sentimento captado pelas pesquisas se reflete nos partidos e nos parlamentares, dificultando as tentativas da presidente para compor uma base política e influenciando fortemente a posição dos deputados e senadores na votação do processo de impeachment. Diante desse quadro, alguns acólitos do PT, como o inefável blogueiro Paulo Henrique Amorim, esperneia e ameaça com reação violenta à mudança de governo. Em recente depoimento no seu blog, com a deselegância que o caracteriza, ele advertiu que “o sangue vai jorrar” se a presidente Dilma Rousseff sofrer um impeachment. Não, senhor blogueiro. Não vai ter sangue! O Brasil tem instituições sólidas e a esmagadora maioria dos brasileiros, que não confia na presidente da República, prefere o entendimento e a paz à violência. E deseja que sua saída do governo ocorra dentro das regras democráticas previstas na constituição. Esperamos que as ameaças do blogueiro não encontrem eco nos movimentos sociais e nos políticos responsáveis do partido do governo.

19 Comments

  1. Excelente editorial. As ameaças não intimidarão os ( as ) brasileiros civilizados que desejam mudar o país respeitando as regras da Constituição brasileira. Lamentavelmente não será fácil, pois, estamos a tratar com uma força política que prefere manter-se no poder a qualquer custo. É necessário reagir, como aliás, tem feito esta importante Revista. Parabéns ! Carlos Siqueira

    • Carlos Siqueira, escute um importante representante do seu PSB. Também conclamo os demais articulistas dessa Revista a se pronunciarem https://www.youtube.com/watch?v=0RbGkVZAm4U

    • Carlinhos, devo lhe confessar que tenho medo de lhe encontrar pessoalmente. Se isso ocorrer, estou certa de que vou chorar. Não posso acreditar que você tenha esquecido tudo o que fizemos juntos no Ministério da C&T. Ainda bem, que tem alguém da confiança dos pernambucanos , de respeitabilidade inquestionável, que os lembrarão sempre das mudanças ocorridas com o Governo do PT. Amigo, se desarme e escute novamente Sérgio Rezende! Abraços.

  2. “O Brasil tem instituições sólidas e a esmagadora maioria dos brasileiros, que não confia na presidente da República, prefere o entendimento e a paz à violência. E deseja que sua saída do governo ocorra dentro das regras democráticas previstas na constituição.”

    Isso, regras democráticas como votação a favor do impeachment para tomar o poder. Os políticos q votarão o impeachment estão muitos preocupados com a democracia sim. Penso, logo duvido.

  3. Caro Amigo Editorialista,

    Tomei um susto quando li o editorial de hoje. Sei bem que Paulo Henrique Amorim não é exatamente um blogueiro apartidário. (Mas, aqui pra nós, quem é?…)
    Mas quando li que “o acólito do PT […] esperneia e ameaça com reação violenta à mudança de governo”, e que “advertiu que o ‘sangue vai jorrar'”, achei que o negócio era sério e fui checar com esses olhinhos que a terra, infelizmente, haverá de comer.
    Digitei no Google “Paulo Henrique Amorim o sangue vai jorrar” e de fato caí num “post” com esse título: “Dessa vez, o sangue vai jorrar!”.
    Achei a coisa tão grave que fui lê-lo.
    Mas, meus amigos, me decepcionei…
    O “post” é uma série de frases, como se fossem aforismos, onde sobressaía, visível, um tom geral de gozação.
    Pelo menos foi essa a impressão que tive.
    Quando o blogueiro se refere a “guerra” e “banhos de sangue”, não está falando por si, mas se referindo a coisas que teriam sido ditas por Rui Falcão e Mino Carta – de quem, aliás, tira um sarro…
    Pôxa, meus amigos, das três, uma: ou não estamos lendo o mesmo texto, ou a leitura de vocês é equivocada, ou a minha leitura é equivocada.
    Como tirar a teima?
    Só vejo uma solução: que os leitores da Será vão à página do blog de Amorim e leiam o que está escrito.

    Meus amigos, meus amigos: vocês não acham que é hora de desinflarmos a temperatura?…

    Abração,

    Luciano

  4. ” …ele advertiu que “o sangue vai jorrar” se a presidente Dilma Rousseff sofrer um impeachment.” E o acólito sabe, que o primeiro sangue a jorrar é de inocente.

  5. Prezado Denis,

    Lamento, sei que estou parecendo um “PenTelho”, mas volto à minha posição inicial: “ele advertiu” é um julgamento do editorialista da Será. Lendo e relendo o “post” de Paulo Henrique Amorim, não consigo ver nele uma “advertência” do blogueiro aos que querem a queda de Dilma. Segundo o “post”, repito, quem adverte é Rui Falcão e Mino Carta. Só isso, apresentado num tom que me pareceu bastante galhofeiro.
    Aqui pra nós, Denis, você já foi dar uma espiada no tal do “pôste” do tal do “brogue”?
    Num momento de alta voltagem como o que estamos vivendo, acho recomendável uma certa serenidade empírica…

    Luciano

  6. Meu caro Luciano. Se Paulo Henrique Amorim está apenas brincando, como parece ser a sua leitura do blog, acho que ele está brincando com assunto muito sério num momento tenso como este. Mas, tenho a impressão que você leu o texto mas não viu o vídeo no qual ele solta mais o verbo. Num vídeo intitulado “Pra não jorrar sangue” publicado no “Conversa Fiada” no dia 28/02, ele analisa alternativas de futuro do Brasil que evitariam a vitória dos “golpistas”. Estes, segundo ele, conseguindo o impeachment tentariam implementar um “programa do FMI” (quanta bobagem!) para acabar com os programas do governo (quanta invenção!). Mas no caso dos “golpistas” conseguirem o impeachment, PHA conclui no video: “Isso aí significa: o sangue vai jorrar”. https://www.youtube.com/watch?v=DhcR6tU_jJ0. Isso não é brincadeira, Luciano. Ou eu perdi meu senso de humor para sorrir com o humor negro do blogueiro? Sergio

  7. O editorial está bastante lúcido.

  8. Caro Luciano: Estou assustado e inteiramente à deriva com a sensação de que o País está se transformando numa verdadeira Torre de Babel.Me desculpe, mas sua observação crítica ao editorial pelo sentido que foi dado à postagem de Paulo Henrique não acrescenta, nem modifica nada quanto ao sentido emprestado pelo citado editorial. Você mesmo adianta que o blogueiro reproduz Falcão e Mino Carta que, no meu modesto e atrevido entender, somente agrava a questão uma vez que se tratam do Presidente Nacional do PT e do responsável pela Carta Capital, um veículo de imprensa relevante. Vou procurar minha Passárgada pois – usando um lugar comum – os pescadores de águas turvas estão incutindo à Nação a prevalência da forma sobre a substância, fazendo com que esqueçamos o essencial e o fato para discutir as firulas e as circunstâncias. Será que é tão difícil assim de entender que isso é uma escancarada pregação para um comando de conflito social que pode convulsionar a Nação? E onde fica o respeito à Lei e às Instituições que é o primeiro axioma do receituário de uma Democracia? As questões jurídicas vão ser resolvidas nos tribunais ou pelas milícias nas ruas? É muito triste, caro amigo, o que estão fazendo ao Brasil!

  9. Caríssimo Sérgio.

    Vou me dirigir a você mais longamente adiante. Por ora, vou fazer um pequeno intróito para me dirigir a Ivan. Veja, Ivan: Você mesmo reconhece que o que Amorim faz no texto indigitado pela Será é repetir proclamações carbonárias de Rui Falcão e Mino Carta. Já aqui, acho que o editorialista da Será merece um pito, pois ao não dar essa informação conduz o leitor a imaginar, óbvio, que tudo o que está dito é da lavra do bloguista. Para você, isso não tem importância. Ou melhor, tem. Uma importância negativa, pois repetir os dois, sendo quem são, só “agrava a questão”. Bem, depende. Há repetição e repetição. A primeira repercute, aprova e até reforça o que foi dito. A segunda “comenta” o que repetiu. Ora, na minha percepção, o “comentário” de Amorim às declarações incendiárias dos dois, pelo “tom” adotado, tem algo de gozação (tanto que, como já disse, ele tira um sarro com a cara de Mino), não de adesão entusiasta à tese horrorosa de que o “sangue vai jorrar”. Pois bem. Depois disso, e em atenção à resposta sempre serena e educada de Sérgio ao que escrevi, fui a um link fornecido por ele na sua resposta, e cliquei em cima. Aí aparece, de viva voz e em carne a osso, o próprio Amorim, praticamente repetindo o que havia escrito. Aí, veja: continuei com a mesma opinião! Você deu uma olhada? Bem, agora dirijo-me a Sérgio.

    Já vi umas três vezes aqueles dois minutos da “conversa afiada” [conversa “fiada”?…]. Ele não cita Rui Falcão, mas cita Jaques Wagner, Mino Carta (de novo!), Wellington Moreira Franco e José Serra. Bem, Sérgio, não mudei minha opinião sobre o tom meio meio galhofento de Amorim, desta vez expressado pelos jogos faciais, a entonação da fala etc. É claro que sei que Amorim não morre de amores por Moreira Franco e Serra; e que o coração dele está com o governo. É um partidário? Sim, é! Mas, mire e veja: mesmo quando cita Jaques Wagner, ele não dispensa o tom irônico. Como é uma “conversa meio fiada”, a gente fica sem saber, por exemplo, se quando ele diz que os golpistas vão implementar aquele “programa do FMI” está falando por si ou parodiando um dos que “cita”. Em determinado momento a gente fica até sem saber quem ele está “citando”, ou mesmo se está de fato “citando”. Quem, finalmente, teria exposto aquele “programa” (concordo com você: “quanta bobagem!”) altissimamente impopular? Moreira Franco? Serra? Não acredito que eles tenham dito tal coisa. Políticos, numa avaliação pessoal que pode ser injusta, são de um modo geral, tecnicamente falando, pessoas “sem vergonha” (óbvio que sempre existem as exceções que confirmam a regra). Mas não são burras. Quem, mesmo que “in petto” possa até desejar isso, vai se dispor a adotar um programa prevendo o fim do Bolsa-Família? Alterações, aperfeiçoamentos etc., pode ser. Mas acabar?… A minha impressão é a de que, naquele trecho de sua “conversa fiada”, Amorim está se referindo ao que um Mino Carta teria dito. Disse? Não sei. Nem vou perder tempo fuçando a Carta Capital para tirar a história a limpo. Volto, assim, à minha percepção do texto e da fala do “acólito do PT” como estando demasiadamente permeada por “fiadices” para poder ser lida de modo literal. Num determinado momento, quando ela fala em “privataria radical”, ele falou igualzinho a… Paulo Francis!
    Passemos.

    Veja, Sérgio e demais amigos da Será. Acho que esse governo, esse sistema de poder que aí está (o que não quer dizer apenas Dilma…) está vivendo seus estertores. É tempo de substituí-lo por outra coisa. O país não merece, e não aguenta, que o nosso sistema político passe os dois próximos anos nas barras dos tribunais. Talvez Dilma escape desse impeachment de agora. Este que está em tramitação. O argumento das pedaladas como crime de responsabilidade é juridicamente discutível, para dizer o mínimo, e politicamente insustentável. Talvez ela escapa dele. Mas, se escapar, vai enfrentar o próximo pedido, formulado pela OAB. E já deve ter uma fila de outras iniciativas se organizando. Para ver como as coisas estão, basta considerar que até Michel Temer já mereceu um pedido de igual teor protocolado. Feito por um dos “Gomes”… É ou não é uma esculhambação?
    Acho que o melhor seria que Dilma propusesse ao congresso uma emenda convocando novas eleições, mas acho que o seu coração “valente” não permitirá tal “capitulação”. Seria honrosa. A essa altura, seria até um gesto de grandeza. Mas “o coração tem razões que a própria razão desconhece”, como diria Pascal. Que fazer?
    Acho que vou aceitar a sugestão de Ivan: ir embora pra Pasárgada!

    Com admiração, amizade e mesmo afeto,

    Luciano

  10. Caro Ivan Rodrigues:
    Venho acompanhando este debate, desde que Luciano Oliveira, nosso caro amigo e fundador da Revista Será? nos tentou dar um pito, e somente sua intervenção impôs um lúcido e incontestável argumento “os pescadores de águas turvas estão incutindo à Nação a prevalência da forma sobre a substância, fazendo com que esqueçamos o essencial e o fato para discutir as firulas e as circunstâncias”. Você carrega no peito décadas de atuação política, sempre impecavelmente vivendo a Política com letra maiúscula, onde o bem comum e a ética no trato da coisa pública fundavam e davam sentido a essa prática. Suas palavras não são frutos do que foi lido e sim carregam o raro e preciso peso da autoridade do que foi, por você, vivido.
    Vamos deixar as “filuras e as circunstâncias” para os historiadores e os cientistas sociais, no futuro. O que nos cabe, aqui e agora, são os fatos, e os fatos nos demonstram com uma clareza de nos cegar que o certo continua certo, e ladrão é ladrão, independente da hermenêutica do sujeito. ( Cito aqui Leandro Karnal)….quanto foram mesmo os tesoureiros do PT presos e condenados?
    Um forte abraço
    J.Rego

  11. Luciano.
    Lamento mas ou nós ouvimos demais ou você não ouviu o Paulo Henrique Amorim dizer que se for implantado o “programa do FMI”, “Isso aí significa: o sangue vai jorrar”. Brincadeirinha, é? Então tá. Muito engraçado. E nós, mal-humorados, cometemos um pito.
    Ah! Foi um ato falho meu escrever no comentário anterior “Conversa Fiada” e não “Afiada”. Juro que não foi intencional mas deve refletir o que penso deste humorista chamado PHA. O subconsciente não perdoa.

  12. Meu caro Luciano:
    Longe de mim entrar em polêmica com você, a quem respeito muito. Como diz João, sou um mero observador da política ao longo de uma longa vida, sem mestrado nem doutorado, apenas – como digo jocosamente – com VIVERADO. Li e reli o meu comentário e não consigo vislumbrar como , do meu texto, você faz uma interpretação pendular de “não tem importância” e em seguida interpreta “ou melhor, tem uma importância negativa pois repetir os dois (Rui Falcão e Mino Carta) só agrava a questão”. Mas logo em seguida argumenta com sua lúcida percepção e coloca o debate sob o critério de uma avaliação subjetiva, em que a reprodução feita por Amorim das declarações incendiárias dos dois “tem algo de gozação”, pelo que o inocentaria por não ter a intenção de aderir à tese horrorosa. O grande debate sobre a responsabilidade da imprensa, através dos mais diversos veículos de comunicação, na formação cultural da Nação é assunto constante de todas suas cabeças pensantes. Eu lhe faria uma pergunta ingênua, no molde do simplório Garrincha antes do jogo com os russos: É lícito, mesmo em tom de gozação, sem qualquer combinação prévia, um comunicador social reproduzir declarações incendiárias perante um público televisivo amante de BBB e das domingueiras, e esperar que a maioria dos insuflados telespectadores tenham a mesma acuidade sua e entendam como uma brincadeirinha? Vou reservar nossas acomodações na minha Pasárgada e lá teremos chance de discutir bucolicamente nossas inquietações.

  13. Tudo bem, Sérgio!
    Como já disse anteriormente, estou caindo fora desse debate que não consegue se converter num diálogo.
    Ouvi, sim, PHA dizer que se aquele “programa do FMI” for implantando “o sangue vai jorrar”.
    Mas ao mesmo tempo ressalvei que não acredito que nem Moreira Franco, nem FHC, nem Serra tenha dito que aprovavria um programa mandando os pobres se virarem.
    E aventei a possibilidade de que PHA estivesse parodiando o carbonário Mino Carta.
    Por isso insisto na minha posição: você está atribuindo um sentido literal ao que, a meu ver, não suporta tal interpretação.
    Numa coisa concordo: talvez seja perigoso brincar com essas coisas.
    Ok.
    No século XVIII, Jonathan Swift sugeriu aos pobres comerem os próprios filhos como forma de resolverem o problema da pobreza.
    Por incrível que pareça, teve gente que o levou a sério…
    Enfim…
    Stop!
    Detesto a política e sua lógica de trincheira, e prefiro ir para Pasárgada do que ficar me desentendendo com pessoas que estimo.

  14. O Editorial está certo. Fechar os olhos ao perigo de violência é que seria irresponsável neste momento. Independente do blogueiro citado. É preciso respeitar fatos, não estamos tratando de programas humorísticos. Quem ouviu o discurso – ou melhor, os berros na força máxima do pulmão – do presidente da CONTAG, em 1º de abril, diante da Presidente, em palácio e para público de convidados? Trechos: “como vocês sabem, a bancada da bala é forte no Congresso“ …”como dizíamos ontem na passeata, vamos ocupar os gabinetes deles”… “e contra a bancada da bala e o golpe, vamos ocupar as propriedades deles lá nas bases” …”e se eles são capazes de incomodar um ministro do STF, nós vamos incomodar também as casas, as fazendas e as propriedades deles” …”e é a CONTAG e os movimentos sociais que vão fazer isso”… No fim do discurso, os presentes à solenidade, algumas dezenas, gritaram por alguns minutos “Não vai ter golpe, vai ter luta”. O tom era assustador, a incitação à violência descarada. E isso depois de outras convocações de grupos pela Presidente em que também houve incitação à violência. Ao terminar, o representante da CONTAG recebeu cumprimentos com beijinho e abraço da Presidente. Postei o vídeo na minha página de FB. Quem não acha que aquilo é assustador está em estado de negação da realidade.

  15. Creia, Helga: acho!
    Tenho horror visceral à violência.
    Ouvi certa feita uma reflexão que nunca esqueci – e lamento até hoje não ter anotado o nome do seu autor: “existem guerras justas, mas não existem guerras limpas”.
    Meu ídolo não é Lênin, é Léon Blum; não é Malcolm X, é Luther King. E por aí vai.
    Minha discordância com Sérgio não foi por isso, foi por outra bem diferente.
    Foi uma discordância, digamos assim, hermenêutica.
    Mas já falei tanto sobre isso que, como disse, estou de malas prontas pra Pasárgada, como diria Ivan.
    Muito cordialmente,

    Luciano

    • Hermenêutica é (ou era) chique. Pois eu resolvi me meter na discussão das interpretações exatamente para mostrar que há exemplos de incitação à violência nos grupos convidados ao Palácio Presidencial pela própria Presidente. Independente da leitura que se faça do texto do tal blogueiro. Ontem, então, surgiu um novo conceito, lançado pelo grupo das mulheres convidadas ao Palácio: “estupro institucional”. Acho que é assim que classificaram o pedido de impeachment. Mas pelo visto estavam em dúvida, pois a reunião não acabou aos gritos de “não haverá estupro!”. Surreal. Eu sei como foi o golpe de 1964: não, não haverá golpe, disso tenho certeza. Tenho certeza, também, que a Presidente cometeu crime contra a lei de responsabilidade fiscal (com agravantes). Mas ainda não se pode dizer com certeza que haverá impedimento da Presidente. Depende do sucesso de Lula lá no seu quarto de hotel em Brasilia comprando votos para evitar o tal estupro.

  16. Esses acadêmicos! Êta mundo bão!

    Mas, afinal quem vai dar o golpe? Pelo visto estamos de volta aos anos 60. Por mais incrível que pareça. Só lamento não ter de volta os meus 20 anos, os meus sonhos pueris e os requebros dos quadris com o iê, iê.

    Bartolomeu Franco

Leave a Comment

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *