No documento intitulado “A ponte para o futuro” o PMDB propõe reformas para eliminação das vinculações orçamentárias e desindexação de todos os itens que engessam a gestão do orçamento e levam a um crescimento descontrolado dos gastos públicos correntes. Defende ainda a reforma da Previdência com definição de uma idade mínima, de modo a adaptar o sistema às profundas alterações ocorridas na estrutura etária com o envelhecimento da população. Propostas controversas e que provocam reações indignadas de diversos grupos de interesse, mas que são necessárias para restaurar a capacidade de gasto e investimento público, fundamentais para o desenvolvimento e a melhoria da qualidade de vida da população. A proposta vai muito além de um ajuste fiscal. Combina medidas de emergência com reformas estruturais, procurando enfrentar as causas profundas do desajuste fiscal e identificando a rigidez na gestão orçamentária que provoca uma elevação descontrolada das despesas governamentais. O fim das vinculações exigiria um novo pacto entre os poderes da república e o PMDB se adiantou nessa mediação, fornecendo a pauta da sucessão. Independentemente dos autores e dos seus evidentes propósitos eleitorais, o documento, pelo acerto de suas proposições, deveria servir como base para a negociação e as discussões em torno da crise fiscal e econômica e das iniciativas para o futuro.
Postagens recentes
-
-
O Brasil Pós-Lula. Quando?abr 23, 2026 -
O Resto É Loucura!abr 23, 2026 -
-
-
Conversas de ½ Minuto (51) – Religiososabr 23, 2026 -
Última Páginaabr 23, 2026 -
Os intocáveis – Editorialabr 17, 2026 -
A derrota de Orban e consequênciasabr 17, 2026
Assinar Newsletter
Assine nossa Newsletter e receba nossos artigos em seu e-mail.
comentários recentes
- Celso Japiassu abril 27, 2026 on Borboletas
- Marceleuze Tavares abril 27, 2026
- Zé Clau abril 27, 2026
- Baronesa de Apipucos abril 27, 2026
- Humberto abril 26, 2026
A Opinião da Semana bolsonarismo Brasil Clemente Rosas crônica cultura David Hulak democracia Direitos Humanos Editorial Elimar Pinheiro do Nascimento Eli S. Martins Fernando da Mota Lima Fernando Dourado Fluxo da Historia FluxoDaHistoria Frederico Toscano freud Geopolítica Helga Hoffmann Ivanildo Sampaio Jose Paulo Cavalcanti José Paulo Cavalcanti Filho João Humberto Martorelli João Rego Literatura Literatura Brasileira Luciano Oliveira Luiz Otavio Cavalcanti Marco Aurélio Nogueira memória Paulo Gustavo Penso Logo Duvido PensoLogoDuvido Política política brasileira Política Externa psicanálise Relações Internacionais RevistaSerá Revista Será? STF Sérgio C. Buarque Teresa Sales Trump
De pleno acordo com o editorial e com o documento comentado, que tive a oportunidade de ler.
Com apenas uma ressalva: a eliminação das vinculações orçamentárias referentes à saúde e à educação é medida extremamente perigosa, conhecendo-se, como conhecemos, a realidade de nossa prática político-administrativa.
Eu sou um cara medroso. Sou sim, e quem não é? Tenho medo que a desindexação nos leve ao caos. A desindexação pode se transformar num desarranjo intestinal. Aí é onde o País vai descer de esgoto abaixo. Tenho medo que as propostas levem à descarga a Lei de Responsabilidade Fiscal. Tenho tanto medo que já estou sentindo um reboliço nas tripas, prenúncio de cólicas. O governo atual pisou na bola quando achou que podia tudo e ainda dizia que os outros não fizeram porque não quiseram. Lembram-se de: “Nunca na História desse…”; “Desde o Império…”; “vou fazer mais duas refinarias: Premium 1 e Premium 2” Tudo seria perfeitamente viável se viável fosse. O dinheiro acabou, e agora José…
Perfeito. Acabo de escrever e falar na mesma linha:
PONTE PARA UMA ALTERNATIVA CONSERVADORAD – TEMER + DELFIM + FHC
Segue o link da entrevista que foi publicada hoje.
http://www.ihu.unisinos.br/entrevistas/548692-crise-economica-e-as-consequencias-do-custo-da-divida-publica-entrevista-especial-com-paulo-timm
Artigo bom e corajoso. Parabéns.
Se aplicado, o programa econômico resumido, com medidas de curto prazo e reformas estruturais de mais longo prazo, apresentado em “Uma Ponte para o Futuro”, poderia nos tirar da crise econômica. O documento de 19 páginas pode ser acessado facilmente no site da Fundação Ulysses Guimarães. Por entrevistas que li até agora, figuras políticas relevantes consideraram bom o documento, como José Serra em entrevista do Estadão, Arminio Fraga em entrevista à Folha de S.Paulo de 17 de novembro de 2015, e Henrique Meirelles segundo o jornal O Valor. Fora Michelt Temer, que apresentou o documento quando ele foi lançado. De fato, achei corajosa e correta a decisão dos editores da revista Será? de sair na frente com uma opinião, logo que o documento foi lançado.