O presidente Jair Bolsonaro tem tido a humildade de dizer que não entende nada de economia e que deixa ao ministro Paulo Guedes as decisões sobre política econômica. Felizmente, ele tem recuado dos seus arroubos populistas na condução da política econômica, como agora, com a criação de subsídios para o consumo de energia elétrica das instituições religiosas. Fora a economia, ele tem certeza de que sabe tudo sobre o restante dos problemas nacionais, problemas que analisa e interpreta armado da sua formação e visão de mundo autoritária, arcaica e religiosa. Como entende que o Brasil tem sido dominado pela ideologia marxista, cabe a ele inverter a realidade brasileira, impondo a sua ideologia, que despreza a democracia e os valores contemporâneos da civilização. Ele entende tanto de segurança no trânsito, que mandou suspender o sistema de monitoramento das rodovias por câmaras, e tentou acabar com o seguro obrigatório (DPVAT). Bolsonaro afirma sua expertise em educação e pedagogia, condenando os livros didáticos utilizados no Brasil que, segundo ele, são um “um lixo” e “um amontoado de coisas” com excesso de escrita. Anunciou que pretende produzir novos livros didáticos, “suavizando” seu conteúdo (seja lá o que isso signifique), e esvaziando-os da ideologia de esquerda. E vai realizar uma campanha patriótica através dos livros, colocando a bandeira do Brasil e o hino nacional na capa do material didático. Difícil imaginar que o presidente tenha realmente analisado o conteúdo dos livros e, menos ainda, que tenha qualificação para julgá-los em seus aspectos didáticos e pedagógicos. Ele precisa ser avisado de que os livros didáticos são elaborados e analisados por especialistas nas diversas áreas do conhecimento, e por profissionais qualificados em métodos pedagógicos, de modo a garantir a melhor formação das crianças e adolescentes do Brasil. Têm falhas e defeitos? Óbvio. Mas nada que comprometa a qualidade e exija a inversão de valores bolsonarista. E embora o ensino no Brasil seja precário, isso não é responsabilidade dos conteúdos dos livros didáticos. O certo é que não será um político tosco, despreparado e reacionário como o presidente Jair Bolsonaro, assessorado por um ministro folclórico, que promoverá o avanço tão necessário na qualidade da educação brasileira.
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A colocação do Brasil no Pisa, revela um crime que sucessivos governos vem promovendo contra a nossa sociedade.
Precisamos reconhecer que nesta matéria os governos petistas foram reprovados.
Portanto, a sociedade brasileira deve apresentar e apoiar modelos de educação que já foram capazes de retirar outras sociedades do obscurantismo do passado para a sociedade do conhecimento atual.
Vamos olhar para a Coreia do Sul e países escandinavos dentre outros.
A questão é menos ideológica e mais de plano estratégico e modelos de gestão.