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Postado por Elson | nov 29, 2024 | Charges | 2 |

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Sobre o autor

Elson

Elson

Jornalista, ilustrador, cartunista, mestre em Educação. Foi editor adjunto da “Revista de Ciências Humanas” da Universidade Federal de Viçosa, de 2009 a 2018. Desde sempre um lutador pela democracia e justiça social.

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2 Comentários

  1. Fernando Gusmao
    Fernando Gusmao no novembro 29, 2024 a partir do 12:20 pm

    Freud e o Humor
    Freud considerava o humor como um mecanismo eficaz para a defesa do Ego. Ele explorou essa ideia, em seu ensaio “Humor”, de 1927, onde discutiu como o chiste pode ajudar as pessoas a lidar com situações difíceis e a superar os sofrimentos.
    ​No ensaio, escrito há quase cem anos, Freud argumentou que o humor permite que o indivíduo mantenha uma perspectiva equilibrada, mesmo em face de adversidades. Ele via o humor como uma forma de afirmar a supremacia do Ego sobre as circunstâncias externas, transformando potenciais fontes de ansiedade em algo mais leve e manejável. Argumentava que “o humor é uma das formas mais elevadas de amparo do Ego e a defesa mais eficaz contra o sofrimento da vida.”
    Em “Novas Conferências Introdutórias sobre a Psicanálise”, de 1933, ele anotou: “o objetivo da psicanálise é substituir o sofrimento neurótico por uma infelicidade comum.” Em outras palavras, o sofrimento intenso pode ser transformado em uma forma mais comum e gerenciável de infelicidade. Por via de consequência, Freud via o humor como uma maneira de reduzir as angústias e os medos, ajudando as pessoas a enfrentar a adversidade.
    Para a Psicanálise, o humor é. pois, uma forma de estar no mundo, uma maneira de reduzir as angústias e os medos. O humor seria uma ferramenta poderosa para abordar temas delicados e, inclusive, possibilitar à sociedade sua defesa contra a censura.
    Nesse sentido, a Literatura oferece diferentes alternativas, estacando-se a Ambiguidade e o Subtexto, veículos pelos quais podem ser transmitidas mensagens críticas sem, explicitamente, confrontar a censura, abrindo espaços que permitem a crítica de regimes, ou de políticas, de maneira velada, escapando da detecção direta pelos censores. Também as Sátiras e as Paródias são formas de humor que exageram e distorcem a realidade para destacar falhas e absurdos. Ao ridicularizar aqueles no poder, ou suas políticas específicas, os humoristas podem expor injustiças e hipocrisias de forma que seja mais difícil as suprimir sem parecer uma atitude ridícula ou opressora. Importante também considerar que o humor serve para desarmar a seriedade, tornando mais difícil para as autoridades a justificação de ações severas contra algo que é apresentado como “apenas uma piada”. Isso diminui o impacto da censura e reduz o risco para aqueles que estão fazendo as críticas.
    Mas, o humor vai mais além: une as pessoas através de um sentimento compartilhado de ironia e resistência. Piadas, trocadilhos, memes, cartoons podem criar uma forma de comunicação, de um “código”, entre pessoas que compartilham opiniões críticas, permitindo a disseminação de ideias censuradas de forma mais segura. Com isso, o humor pode inverter papéis, colocando os censores e autoridades como objetos de ridículo. Assim, não apenas desafia a autoridade deles, mas também pode minar seu poder ao expor, de maneira cômica, suas falhas e suas incompetências.
    Conclusão: o humor pode funcionar como uma ferramenta de resistência cultural, desafiando a censura e promovendo o discurso crítico de forma criativa e subversiva. (Fernando Ribeiro de Gusmão).
    2

    Responder
    • Elson
      Elson no novembro 30, 2024 a partir do 1:23 pm

      Se minha canhestra charge te inspirou, tanto melhor. Gracias.

      Responder

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