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Penso, logo duvido.

2010: nove digressões dos Diários que me arrependerei de publicar – Fernando Dourado

Fernando Dourado

Leonid Pasternak The Torments of Creative Work.

I

O processo de escrever é misterioso. No meio de relatos por vezes palpitantes, de repente me vem a vontade de falar de episódios avulsos de minha vida, de dar um salto no tempo, de atrapalhar a cronologia rigorosa que, bem ou mal, vinha seguindo. Que diferença faz isso? O impulso de hoje bem pode ter a ver com o seriado que estava assistindo há pouco na televisão, em que Herivelto Martins e Dalva de Oliveira vivem às turras. Será que a música, os figurinos e as coreografias do cassino da Urca não me remeteram à minha própria infância, me identificando com o ar de desespero do menino Peri Ribeiro?

Meus pais tiveram uma convivência tumultuada. Donos de temperamentos bastante peculiares, não era raro vê-los engalfinhados em discussões acaloradas em que a contundência verbal devia fazer rombos no casco do relacionamento mais do que qualquer violência física jamais teria conseguido. Eu não saberia precisar a partir de que ano a temperatura subiu, para praticamente nunca mais descer. Mas lembro de despertar nos fins de semana sob uma tempestade de gritos que vinham da sala. E até hoje eu não consigo reprimir uma sensação de revolta diante de tanta irracionalidade.

É claro que voltarei ao assunto visto que ele só se encerrou com a morte de papai. E, bem entendido, cada um tinha sua versão dos fatos. Ele era um homem de seu tempo, marcado por certas agravantes de temperamento de que sequer se dava conta. Ela fora uma moça bastante mimada até casar, aos 26 anos. Ademais, sempre venerara o próprio pai, num padrão pernambucano de adoração. Boa combinação não podia resultar entre ela e um camarada indômito, irreverente e mundano. Os vagalhões se chocaram e a água maculou qualquer apreço que eu pudesse ter pelos casamentos para sempre.

II

Não sei se isso ficará perceptível para quem um dia eventualmente – até por acidente – leia os meus Diários. Mas os parágrafo têm quase sempre o mesmo tamanho. Atribuo isso à vontade de estabelecer um padrão de clareza e ritmo para mim mesmo. Mas é óbvio que deve ser muito mais uma espécie de Transtorno Obsessivo Compulsivo. Uma busca de simetria na ocupação do espaço que, em princípio, deveria ser livre de peias. Mas o que posso fazer? É claro que ao escrever, cada um escora seu texto com alguns andaimes que podem ser eliminados mais adiante. Mas sequer consigo enxergar essa hora. Mantenho-os.

Falando em apoios, parei de fumar há poucas semanas. Espero que dessa vez seja para valer, pois desconfio que a fatura da continuidade seria salgadíssima por mais que se fale sobre os progressos da medicina para os casos de câncer de pulmão. Prefiro não testá-los. Ademais, não seria má ideia voltar a atravessar uma piscina por baixo da água. Bem sei que certas coisas não voltarão mais a acontecer. Mas de vez em quando me pego subindo a pé uma longa escada em paralelo a uma rolante. Um dia, tenho certeza, sentirei falta desse vigor e da pulsão que ainda me restam.

Descontinuar uma narrativa deveria ser alvo de uma sanção severa por parte do leitor. Especialmente quando o intervalo não diz muito a que veio, mais parecendo uma digressão de escritor para criar algum suspense e espezinhar as expectativas de quem o acompanha docilmente – ou não – ao longo da história diária. A verdade é que escrever às vezes cansa tanto quanto ler, e não fosse a chuva que alaga São Paulo, talvez eu saísse para um passeio nas redondezas. Faz falta levar um cachorro para fazer xixi; faz falta um cigarro na hora de falar com o vigia e escutar seus grunhidos ininteligíveis.

III

Não sei se quem está lendo essas notas agora imagina vagamente o homem que me tornei. Com 1,90 m de altura quando calçado, cheguei ao final de 2009 com 130 kgs de peso – um recorde. Embora não tenha braços e pernas volumosas, o peso se concentra no estômago alto, nas cartucheiras, no baixo ventre e na papada. O que faz de mim um ser desagradável plasticamente, logo eu que já fui tão vistoso. Agora, em março de 2010, o peso caiu dez por cento com relação ao acima descrito. Menos por saúde e mais pelas conseqüências que isso vinha tendo na minha vida sexual. Cético no amor, curto o sexo.

Essa descrição talvez não diga de mim o essencial. A verdade é que, aos 51 anos, continuo sendo um camarada bastante envolvente e sedutor. Com esse peso, haveria de se esperar que as mulheres não se interessassem por meus predicados. Mas se tenho a chance de abrir a boca,  posso assegurar que as coisas mudam de figura rapidamente. Por que? Bem, é o caso de perguntar a elas, não a mim. Sou obsequioso, levo o desejo delas muito a sério, tenho voz agradável e mãos bonitas, batidas como pata de felino, como diz minha mãe. Crio bons climas, mas preciso emagrecer. É o padrão do mercado.

Altivo e um pouco soberbo, descarrego meu sotaque pernambucano segundo a conveniência. Ora o uso como agente intimidador. Ora ele me serve como traço enternecedor, puxando para o folclórico. Tenho boa dentição, uma boca bonita e feições delicadas, apesar de levemente vesgo, o que gera uma assimetria. Bastante grisalho, o gel ajuda a escurecer um pouco o cabelo. Sempre tive sardas, o que me deu um ar de carvoeiro irlandês. Sou espigado, tenho peito de pombo. Meu irmão é o oposto, parece um anzol e morrerá feito Frei Damião, com uma corcova, como é do feitio na família de mamãe.

IV

Hoje estou com uma dorzinha chata no osso esterno, como se alguma coisa lá dentro me estivesse fisgando. Creio que há uns trinta anos espero por esse infarto que nunca chegou, vaticinado tantas vezes por minha mãe: ora era porque minhas unhas estavam roxas, ora porque a hereditariedade era uma fatalidade incontornável, ora vinha do fato do marido de uma prima assim ter morrido, aos 24 anos. O fato é que até hoje ele não chegou, apesar de eu ainda ter incorporado às medidas avantajadas da cintura, o hábito de fumar cigarros e jogar a peleja da vida segundo minhas próprias regras.

Nesse contexto, meu pai era inimigo visceral dos esportes. O futebol, a natação, o atletismo e tudo o mais que praticávamos como alunos do Aplicação, que acontecia, de fato, em áreas de terceiros já que nossas instalações eram acanhadíssimas, muito embora comportassem uma peladas até bem divertidas. Assim, meu pai temia pelos deslocamentos vespertinos, pelo que fazíamos quando nos desviávamos espertamente dos caminhos. Afinal, ele gostava de sossego e achava que a este tinha direito divino. Ademais, só lhe interessava a noção mais estreita de aprendizado, o que resultou em filhos moleirões.

Olhando em perspectiva, a impressão que eu tenho é que ele só começou a devotar um interesse maior por nós quando chegamos à adolescência. E daí se viu curioso para saber o que pretendíamos fazer de nossas vidas – afinal, era nosso sócio. Daí a pressa, o açodamento e a angústia. Nesse ponto, ele marcou meu irmão sob pressão e nunca lhe deu os indultos que devem reger essas relações. Meu irmão era bem humorado, mas passou a se encolher. Meu pai queria que ele discorresse sobre pautas mundanas, que fosse um causeur inspirado e agressivo face à vida. Mas ele não nasceu para ser assim.

V

Sempre fui gago. Às vezes mais, às vezes menos. Às vezes só em português, outras vezes também em outras línguas. Quase nunca gaguejo quando converso a dois, e tampouco quando falo para grandes audiências. Não sei, é meio imponderável, não sei, repito, a que associar isso. Já me incomodou mais, mas hoje eu acho até engraçado. É um traço que me dá agonia, mas que divertia terceiros. Uma decorrência, contudo, não pode passar em brancas nuvens: você cria um monte de áreas de escape para não sucumbir à humilhação de ficar engasgado com uma sílaba. Haja sinônimo, haja riqueza de vocabulário.

Se, por exemplo, o dia não está muito propício para a letra “n”, ou “p”, não vou me aventurar numa frase na linha de “Não tinha porra nenhuma para você na portaria”. Melhor é me sair com “Zero de cartas hoje para você lá embaixo”, por hipótese. Ou seja, não se trata só de achar sinônimos ou equivalências. Trata-se de uma luta fratricida e sem quartel para evitar a todo custo as situações embaraçosas que tanto constrangem. Das tantas, talvez a pior seja aquela em que o interlocutor complementa o que tínhamos a intenção de dizer. E aí você desmente-o, e tem que inventar outra coisa para justificar o impasse.

Se não tenho idéia quanto aos mecanismos que desencadeiam a gagueira, bem mais constrangedor me pareceu urinar na cama depois de grande. Isso aconteceu mais de uma vez, mas calhou de ocorrer em casa de namoradas que, todas elas, foram gentilíssimas em minimizar o ocorrido e tomar as providências cabíveis. Curioso é que quase sempre decorria de sonhos. E de bexiga muito cheia, provavelmente. Neles eu estava nas últimas para urinar e, finalmente, chegava ao banheiro. Ora, o banheiro era o colchão. Acordava em meio a uma poça quente que se alastrava. Engraçado, depois parou de vez.

VI

Um sacripanta que vive de expedientes me perguntou dia desses o que teria sido de mim se fosse um cara disciplinado. Nada mais foi do que uma forma gentilíssima de dizer: você é brilhante, isso está fora de dúvida, mas sua vida ficou muitas léguas aquém das linhas que você poderia ter cruzado. Esses comentários eclodem assim, espontaneamente, e por um momento temos a impressão de que eles se volatizarão como tantos outros. Mas não, sou sensível ao tema. O dia de hoje talvez aponte agudamente para o fechamento dessa charada. Isso porque entreguei-me a uma faxina doméstica total.

Assim, joguei fora livros cuja lombada vejo há 40 anos. Não foi fácil, e haja saco para pegá-los um a um, folhear,  rever anotações à margem, sentir que a leitura revolve a alma para, por fim, esquecer garatujas e dedicatórias e dizer: até nunca mais. O resultado é que cheguei em casa e parecia que tinha entrado na porta errada. Nada do cheirinho dos jornais e do passeio das traças entre as páginas . Aburguesaram meu tugúrio, mas trabalhei pesado para isso. Agora à noite tomei um Lexotan para curtir a paz, mas espero acordar cedo, como criança que quer ver se o brinquedo ainda está lá.

Daí pergunto: pode-se chegar a uma sensação de plenitude tão pungente sem fazer força? Sem dedicar a liberdade a fazer a coisa certa? Será que Kant me perdoaria a conduta frouxa e largada que chegou a ser uma constante? Mas fato é que o ócio é uma opção lamentável para quem não o programa com carinho. É, de fato, ocupado – e muito – que o sujeito arranja tempo para curtir a vida com plenitude. É pena que esse tipo de aprendizado só venha com a idade. Mas, sobretudo, há de se deplorar que não se incutam essas noções em disciplinas curriculares dos mais jovens. Pergunto: serviria?

VII

Li recentemente um artigo que falava da sanha destrutiva dos ditadores. O mais interessante é que o autor atribuía esse traço ao desespero da mortalidade. O seja, diante da constatação da impotência face ao fim inevitável, o camarada se desespera e não hesita em arregimentar hordas para dar cabo dos outros e de si mesmos. Nada de muito novo – lembra até bastante Calígula, de Camus -, mas crucial nesse momento da vida. Estaria me sentindo terminal? Antes que a morte decida de moto próprio me levar, por que não mostrar-lhe que ela obedeceu à minha vontade, e não o contrário?

É claro que todo dia dou um passo em direção à morte. É importante entender que ações podem funcionar como um retardador do encontro fatídico. Talvez nenhum funcione tão bem quanto fazer valer as pequenas coisas do dia a dia. Essa é uma atitude que, bem ou mal, dá pano de fundo à minha vida há uns bons doze anos, se formos para a ponta do lápis. E isso já é alguma coisa. Mas não nos furtemos à verdade. Se parece que foi ontem que vivi meus dias de plenitude na Europa e no mundo, fato é que quando outro intervalo de igual ordem acontecer, eu teria que ter 85 anos. Aí será tarde para quase tudo.

Algumas coisas estão desde já acertadas. Duvido terminantemente que volte a viver com alguém maritalmente. A essa altura, se pensar bem, tive só uns quatro anos com N. e talvez três com A. que, comparados com nada, dão na mesma coisa. Sou, de fato, muito feliz sozinho, e, nesse terreno, só precisaria me assegurar de um colchão financeiro razoável para fazer face a quaisquer agruras incapacitantes que venha a ter momentaneamente. Digo assim, sem nenhuma pretensão, por entender que se o mal fosse mais alastrado e duradouro, certamente preferiria uma boa morte. Mas nem sempre a gente pode escolher.

VIII

Não saberia dizer quantas vezes voltei a Paris desde aquela primeira temporada de julho de 1973, quando escapei de pegar o vôo da Varig que se sinistrou. Se estamos falando de quase 40 anos, e levando em conta as inúmeras oportunidades em que acorri à cidade para férias curtas, reuniões de trabalho, romances e encontros com amigos, não incorreria em nenhum exagero em dizer que foram mais de duzentas chegadas à cidade, por terra e ar. No momento em que escrevo essas linhas – um mês de fevereiro -, estou descobrindo um novo lugar e lhe explorando as cercanias.

Trata-se da simpática rue Cler, situada ao lado da estação de metrô Escola Militar, um enclave simpaticíssimo entre o Campo de Marte e a Esplanada dos Inválidos. Daqui estou a quinze minutos de caminhada de alguns dos endereços mais queridos que já tive na cidade em épocas diferentes da vida. Nos anos 70, morei na rue Saint-Simon, como é sabido. Tempos depois, minha base foi na rue Auguste Bartholdi, estação de metrô Dupleix, derradeiro endereço de Luciano, até onde me lembro. Na década de 80 ficava muito no Hilton da avenue Suffren, páreo bom para as finanças corporativas.

Nos anos 90, por outro lado, houve tanta alternância de endereços que o mais próximo que posso citar na região foi o da avenue Kléber, em temporadas um pouco sem norte, próprias de quem trazia o mundo nas veias e estava, como muita gente, meio aturdido com tudo que acontecera à Europa do Leste em particular. Nos primeiros anos do novo milênio, passei a optar pelos hotéis baratos, onde quer que eles estivessem. De qualquer sorte, o hotelzinho da rue Cler é gracioso e me foi recomendado por meu primo que sempre tem alguma coisa legal a fisgar, mesmo fora de seu parcel. A rua parece ambientar um filme.

IX

Acredito que a questão mais constante que tem me ocorrido ultimamente diz respeito a ter eu ou não correspondido plenamente a meu potencial. É tempo de admitir que até os vinte anos, eu vinha num embalo excepcional. E que a vida prometia delícias mil e oportunidades sem fim, à condição que não ficasse no Recife, e que não cometesse erros graves. No fundo, sei que o esforço de organizar essas reminiscências tem muito a ver com a busca da resposta definitiva a essa questão. Estive à altura do que poderia estar? E que parâmetro é lícito usar para acertar na avaliação?

Ora, é claro que poderia ter feito mais. Tenho certeza de que um pouco de aplicação me teria servido e certamente calibrado os horizontes, de resto bastante amplos, em que navego. Mas sei o quanto essas ilações comportam de ilusório e de subjetividade. O singular de minha personalidade talvez resista justamente nesse ponto, nessa fratura que há entre o bom potencial e o contentamento com relativamente pouco em outras esferas: familiar, sentimental, intelectual e, sobretudo, financeira. Eu com certeza não intrigaria tanto meus contemporâneos se fosse mais previsível, mais como todo mundo.

Por outro lado, sei que poderia ter rendido mais. Ao invés de estar hoje matraqueando em cima do computador em busca de uma linha-mestra, e entregue ao desespero de dar razão de ser até aos momentos mais apáticos e incolores da vida – cujo ápice de sensaboria foi a segunda metade da década de 90, o quinquênio perdido -, é possível que pudesse estar singrando os ares do mundo a bordo de jatos potentes em frenéticas negociações sobre o preço do minério de ferro. Mas pergunto: e daí? Por acaso não me sinto bem dentro de minha pele? Quase sempre, sim, respondo. Quase sempre.

* * *

14 Comments

  1. Que vida bem vivida ! Nenhuma ansiedade a não ser a de estar dizendo quem foi e perguntando sobre o que poderia ter sido. Publicação corajosa e típica de quem adentrou á literatura de corpo e alma ! Parabéns pelo prazer de nos doar essa tua humanidade através de um recorte de memória tão bem escrito.

    • Sem palavras, meu amigo, obrigado pela compreensão e entusiasmo. Essas páginas estavam mesmo fadadas ao lixo, nas sessões intercaladas dos Diários. Mas começo a achar que fiz bem em trazê-las para cá. A começar pelas palavras de apoio e entusiasmo que recebi de João Rego logo hoje cedo.

      Abraço fraterno e saudoso,

      Fernando

  2. Oscar Wilde constatava que os homens se apaixonam pelo que vêem, mas as mulheres, se apaixonam pelo que ouvem. Quanto ao ‘padrão do mercado’, depois dos 40 o tempo só fica do lado de quem não engorda. Engordar ‘dá defeito’ em tudo: na capacidade respiratória, no colesterol, nos triglicerídeos, na coluna, nos joelhos… para completar o estrago, afirma amigo meu, ex-obeso que emagreceu depois de reduzir o estômago, que os gordos têm baixo teor de testosterona. Portanto, a idade nos obriga a equilibrar os prazeres da mesa com os do sexo.

    • Querida Ludmila,

      Desculpe não ter respondido antes. Nem sabia de seu comentário tão pertinente quanto brilhante. Seu nome não constou em momento algum da relação de missivistas na página principal, o que me levou a cometer essa desatenção.

      Você tem razão em tudo o que disse. O “dar defeito” é sistêmico e, acho eu, as poucas (por enquanto) mazelas que me acometem decorrem em grande medida do excesso de peso que, infelizmente, também distorce as coisas da mente.

      Acho que precisaria de uma terapia para entender que, contrariamente a uma tola convicção enraizada que me acompanhou a vida toda, o peso estava associado à força, ao poder, à inexpugnabilidade da pessoa. Hoje sabemos que é todo o contrário.

      Mas uma coisa é o que a cabeça diz. Outra bem diferente é a emoção. Acho que deveria ter aberto os olhos mais cedo para o fato de que vinha ficando difícil reverter essa curva, que certamente me matará mais cedo. Mas nem sempre a gente quer mudar. É uma loucura.

      Obrigado e desculpe não ter comentado antes.

      Abraço,

      Fernando

  3. Um diário é sempre um amigo valioso, que nunca falha nos momentos de solidão. As suas páginas nos levam a uma agradável viagem pelos caminhos incertos da vida.

    • Obrigado, Teresa. Você tem razão sobre um diário.
      Tampouco sabia de sua contribuição aqui à revista “Será?’

      Sua mensagem não constava da relação de missivistas da página de chamada, e foi mero acaso achá-la aqui.

      Um abraço,

      Fernando

  4. Divagações temporais…
    Espírito viajante atemporal…
    Necessidade latente de libertação de um auto-padrão, que nem sempre lhe fez feliz!
    Abraços!

    • Isso mesmo, Lucimary, eis a essência do que você chama de “divagações temporais”.

      Not always very happy, indeed.

      Abraço,

      Fernando

  5. Não é fácil desnudar-se, apesar que teus posts no Facebook trazem sempre o Fernando que agora se mostrou por inteiro. Me identifico com tuas ideias e ideais, mas jamais conseguiria colocar no papel da forma que você faz. Te acompanho desde o começo do ano e tem sido um privilégio ler cada uma das tuas mensagens.

    • Obrigado, Vivian.

      Não tinha a mais vaga ideia de sua mensagem. O tal “conseguir” é o principal logro dessa espécie de strip-tease virtual. Em última instância, acho que ele pretende justamente desdramatizar o lado confessional da experiência da vida. Passamos milhões de anos mortos, e passaremos outros bilhões no mesmo estado. Os 50, 60 ou mesmo 90 que vivamos, serão sempre um cisco na tempestade do tempo.

      Fico grato pelas demais colocações. Se nada lhe disse antes, não foi por desatenção. Seu nome não constava da página de chamada. A literatura anda em baixa na “Será?’. O capitão sidera a abduz as energias criativas de todos nós. Daí o pouco prestígio de que gozam os comentários sobre a pauta literária, a despeito de meu convite para que os leitores também leiam os articulistas sérios da casa.

      Um abraço,

      Fernando

  6. Gostei de tudo o que li. Tudo mesmo. E mais não-governamental comentar.

    • Obrigado.

      Não entendi o “não governamental”, mas gostaria que fosse o que estou pensando, ou seja, de que nem só de política/governo se vive.

      De novo, não vi seu nome na relação de missivistas da primeira página. Acho que já é o quinto ou sexto aqui. O capitão está logrando seus intentos – consegue que só se fale dele e de suas sandices.

      Um abraço,

      Fernando

  7. O melhor dos mundos, para um psicólogo, é quando o sujeito consegue transformar grandes dores e traumas familiares em uma vida bem vivida! Sou sua fã também por isto! Adorei os textos!

    • Querida Andrea,

      Muito obrigado pelas suas palavras que consubstanciam uma força, um estímulo, uma boa palavra, um apoio. Sendo você talvez o maior nome do Brasil na preparação de pessoas para cirurgias bariátricas e perda drástica de peso, suas palavras são um alento para esse gordo assumido e, incrivelmente, feliz – apesar de viver em xeque permanente.

      Não a respondi antes porque seu nome não constava da relação dos missivistas da página de chamada, o que, como já dito, dá conta do quão os conteúdos incômodos gozam de ralo prestígio nos dias de hoje. Todas as luzes da mídia vão para o capitão e sua gangue – que, como é constatável, estão chegando lá. É só “o que vende”.

      Beijo e obrigado,

      Fernando

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